Vinda não sei de
onde, a “Luisinha” instalou-se no tanque da horta, onde rapidamente adotou a tábua flutuante que colocámos na água. Já faz
parte da família e as suas coxinhas roliças estão a salvo…
Pouco consumidas em Portugal, as pernas
de rã são um petisco nos Estados Unidos e na Europa (sobretudo na Bélgica e na
França), contribuindo para o desaparecimento de mais de três biliões de espécimes
do simpático anfíbio…
O artigo de hoje faz um alarmante ponto
da situação.
Consumo pernas de rã pode levar diversos anfíbios à
extinção!
Organizações conservacionistas alertam dos perigos
causados pela importação desses animais.
Perna de rã
é um dos alimentos mais populares em todo o mundo. De acordo com novas
pesquisas, uma média de 2.280 toneladas por ano são importadas para os Estados
Unidos – o que equivale a algo entre 450 milhões e 1.1 bilhões de rãs. Outras
2.216 toneladas de rãs vivas são importadas todo ano para venda em mercados
asiáticos e americanos.
A demanda é
ainda maior na Europa, que importa anualmente uma média de 4.600 toneladas,
principalmente Bélgica (53%), França (23%) e Holanda (17%).
Esses
números foram extraídos de um novo relatório chamado “Canapés para extinção: O
comércio internacional de pernas de rã e seu impacto ecológico”, lançado no dia
26 de julho pelos grupos de conservação da vida selvagem Pro Wildlife, Defenders
of WildLife e The Animal Welfare Institute.
Todo esse
consumo, totalizando em bilhões de rã a cada ano, está contribuindo para a
extinção das rãs ao redor do mundo de duas maneiras: Primeiro, muitas são
retiradas da natureza, o que em alguns casos quase resulta no esgotamento de
populações inteiras. Em segundo lugar, o comércio internacional de pernas de rã
e rãs vivas é a principal razão para a disseminação do fungo mortal quitrídio
(Batrachochytrium dendrobatidis), responsável por aproximadamente 100 extinções
de anfíbios em todo o mundo.