Hoje, trago-vos um arroz que é uma verdadeira tentação! É uma receita tradicional de Portugal com um sabor suave. Mesmo tendo em conta que o teor de gordura da farinheira é elevado, um dia não são dias. Logo, delicie-se com o petisco sem remorsos dietéticos!
(para quatro pessoas)
A. Arroz de farinheira
INGREDIENTES: 1 copo de arroz, 3 copos de água, 1/2 farinheira (pode substituir por
chouriço ou morcela, mas não fica tão suave), 1 cebola pequena, 2 colheres de
café de cominhos moídos, 1 pitada de sal, azeite (de oliva).
PREPARAÇÃO:
1. Num tacho
antiaderente, leve a cebola picada e o recheio da farinheira (bem desfeito com
um garfo) a refogar 4 a 5 minutos em lume (fogo) médio.
2. Junte a
água e deixe levantar fervura.
3. Acrescente o arroz, uma pitada de sal e os cominhos.
4. Quando
voltar a levantar fervura, deixe ferver com o lume no mínimo, mexendo de vez em
quando.
5. Passados 10
minutos, sendo necessário, retifique o sal, desligue e deixe em repouso 5
minutos com o tacho tapado.
B. Ovos mexidos
com espargos
INGREDIENTES: 4 ovos, sal, um molho de espargos (usei espargos-selvagens que colhi na
floresta), 1 colher de café de cominhos moídos, 1 pitada de sal, azeite.
PREPARAÇÃO:
1. Numa frigideira antiaderente, deixe os espargos
(picadinhos) apurar no azeite (em lume médio) durante 3 minutos.
2. Bata os
ovos com o sal e os cominhos.
3. Junte o
preparado aos espargos e vá mexendo até os ovos ficarem soltos, mas não
demasiado secos (3 a 4 minutos).
4. Sirva de imediato com o arroz.
Acompanhei com um vinho tinto velho do Alentejo (sul de Portugal).
Bom apetite!
ChefAntónio
Nota cultural:
Nota cultural:
A farinheira é um enchido típico de Portugal. Foi
criado pelos judeus portugueses durante a época da inquisição, como forma de
simularem o consumo de carne de porco, que constitui o recheio da maior parte
dos enchidos. A farinheira é confecionada com farinha, como o nome indica, com
massa de pimentão, colorau, vinho e, atualmente, também com gordura de porco.
Tem a particularidade de ser o único enchido cuja tripa não é completamente
cheia. A cura é feita por fumo.
Pode ser servida cozida, como complemento do cozido à
portuguesa ou da feijoada, frita ou assada no forno. Deve ser conservada num
local fresco.