28/05/14

Açorda de poejos com ovos de codorniz!

 A abrir, as cores, os aromas, as texturas...

Por fim, os sabores!

Tudo indica que a açorda é uma herança que nos ficou da passagem dos árabes por Portugal, sobretudo no Sul. Simples, saudável e muito aromático, este é um prato muito nosso. Menos conhecida do que a de coentros, a açorda de poejos merece uma oportunidade. São muitas as receitas disponíveis em livros de receitas e em blogues. A que vos proponho é muito simples e foi uma dádiva da avó da minha mulher, que era uma alentejana de gema e uma excelente cozinheira profissional. Os ovos de codorniz foram um aproveitamento dos que estou a recolher todos os dias na capoeira. Tradicionalmente, usam-se ovos de galinha. Noutros tempos, nas casas mais modestas, não se usavam ovos. Apenas o caldo e o pão…

Ingredientes (para 4 pessoas)
. 1,5 litros de água
. 1 bom molho de poejos
. 2 colheres de sopa de sal
. 4 colheres de sopa de azeite (de oliva)
. 4 ovos de codorniz (codorna)
. 8 fatias de pão de mistura (o ideal é que seja pão com dois ou três dias)

Preparação
1. Triture as folhas dos poejos com o sal e um pouco de água. Ponha o preparado num tijela grande. Pode usar um almofariz como se fazia antigamente.
2. Ferva a água e coloque lá os ovos. Após 30 segundos de cozedura, guarde-os.
3. Junte o azeite ao preparado e ponha em cima a água a ferver.
4. Coloque o pão cortado em cubos pequenos nos pratos e regue com o caldo de poejos.
5. Imediatamente antes de servir, coloque um ovo em cada prato.
E bom apetite!

Abraço do seu “chef” privativo!
António Pereira

11/05/14

Compota de morangos c/ canela e vinho do Porto!

Para abrir o apetite, ingredientes e produto final...

Compota de morangos com canela e vinho do Porto

Ingredientes:
.1 kg de morangos cortados em pedaços muito pequenos (lavados e sem os pedúnculos)
.500 g de açúcar amarelo (marrom)
.3 paus de canelas
.3 colheres de sopa de vinho do Porto tinto

Preparação
1. Junte num tacho antiaderente todos os ingredientes, mexa (com uma colher de pau), deixe levantar fervura e baixe o lume (fogo).
2. Vá vigiando e mexendo de vez em quando.
3. Levará entre 60 a 80 minutos em função da quantidade de sumo. Quando começar a acumular espuma na superfície dos frutos e a querer agarrar ao fundo, deverá estar pronto.
4. Assim que desligar o lume, ponha a compota nos frascos e feche-os.
5. Quando estiverem à temperatura ambiente, guarde-os no frio, dado a redução no açúcar. Conservar-se-ão pelo menos durante seis meses
Ideias para servir:
Com bolachas de água e sal, torradas ou sobre estaladiças fatias finas de pão.
Com queijo fresco (ou requeijão) ou gelado de nata, baunilha ou caramelo.
E simples... comido à colher!


Bon appétit!
AP

03/05/14

Arroz de favas com coentros: delícia!

A entrada, hoje ao jantar...
 
arroz de favas com coentros
 
Ingredientes:
.1 copo de arroz (+- 200 g)
.3 copos de água
.300g de favas (peso com as cascas)
.3 colheres (de chá) de sal
.3 colheres (de sopa) de azeite (de oliva)
.1 cebola média
.1 ramo de cheiros a gosto (optei por coentros, hortelã e rama de alho-francês)
.pimenta-preta (pimenta-do-reino) moída no momento
Preparação:
1. Num tacho antiaderente, estufe a cebola (picada) no azeite durante 3 minutos em lume (fogo) médio.
2. Junte as favas picadas (retire a película que envolve cada bago) e deixe ferver mais um minuto, mexendo sempre.
3. Adicione a água (a ferver) e o arroz.
4. Acrescente o sal e a pimenta e deixe cozer em lume médio.
5. Passados 10 minutos, junte o ramo de cheiros picadinho e deixe apurar 2 minutos.
6. Desligue o lume e deixe repousar 5 minutos, com o tacho tapado.
7. E está pronto!
Sugestão: Pode ser prato único (com um queijo fresco, por exemplo) ou um excelente acompanhamento para carnes fritas ou grelhadas (sobretudo de porco ou salsichas frescas/enlatadas), atum ou salmão.
Bom apetite!
AP


06/03/14

Arroz de repolho avinagrado: original e saboroso!


Na passada segunda-feira, tive oportunidade de provar uma iguaria: arroz de repolho avinagrado. No Parque das Nações  no excelente “Leitaria Gourmet” (cozinha de inspiração alentejana), foi-me servido a acompanhar um pernil de porco assado. O contraste com a gordura da carne resultou em cheio! Já agora, o outro prato que escolhemos também é de se lhe tirar o chapéu: coelho à alentejana c/ migas de batata. Tudo regado com um tinto D. Ermelinda(que é servido a copo).
Como não perguntei como fazem o dito arroz (pois o restaurante estava a ficar cheio), dei asas à imaginação, corda aos dedos e fui prà cozinha. E a família aprovou com exclamações de surpresa primeiro e de plena satisfação logo a seguir.

Ingredientes:
.1 copo de arroz (+- 200 g)
.3 copos de água
.2 copos de repolho picado
.3 colheres (de chá) de sal
.3 colheres (de sopa) de azeite (de oliva)
.1 cebola média
.3 colheres de sopa de vinagre
.pimenta-preta (do-reino) moída no momento
.1 colher de chá de curcuma (pode substituir por açafrão, caril ou colorau)

Preparação:
1. Num tacho antiaderente, estufe a cebola (picada) no azeite durante 3 minutos em lume (fogo) médio.
2. Junte a água (a ferver), o arroz e o repolho.
3. Acrescente o sal, a pimenta e a curcuma e deixe cozer em lume médio.
4. Passados 10 minutos, junte o vinagre e deixe cozer mais 2 minutos.
5. Desligue o lume e deixe repousar 5 minutos, com o tacho tapado.
6. Está pronto o seu arroz avinagrado!
Sugestão: Excelente para acompanhar um churrasquinho de carnes (sobretudo porco e pato) e salsichas!

Bom apetite!
AP

02/03/14

Galinha velha tostada c/ arroz!


1. Ingredientes:
.1 galinha velha grande cortada em 8 pedaços
.300 g de arroz
.1 molho de coentros
.2 cebolas médias
.1 colher de sopa de grãos de pimenta-preta (do-reino)
.orégãos
.2 colheres de sopa de azeite (de oliva)
.massa de alho (q.b.), água e sal

2. Preparação
A. A galinha
1. Ponha a galinha na panela de pressão em 2 litros de água com sal (1 colher de sopa), os grãos de pimenta, os coentros cortados grosseiramente e as cebolas picadinhas e coza-a pelo menos durante 45 minutos. Como a galinha que usei tinha três anos, pu-la a cozer durante 1 hora.
2. Retire os pedaços da galinha e deixe o caldo a arrefecer*.
3. Esfregue-a com massa de alho** (2 colheres de sopa) e uma pitada de orégãos.
4. Quando o arroz estiver pronto, numa frigideira grande (ou um wok) antiaderente, toste-a (como na imagem) no azeite.

B. O arroz
1. Num tacho, ponha caldo de cozer a galinha (o triplo do volume do arroz) até começar a ferver.
2. Junte o arroz e deixe cozer 10 minutos.
3. Ponha o arroz numa assadeira e leve ao forno durante 10 minutos (200 graus) para acabar de cozer.

O TOQUE FINAL
1. Retire o arroz do forno, disponha por cima os pedaços de galinha acabadinhos de tostar e regue com um pouco de caldo da cozedura (3 a 4 colheres de sopa) bem quente.
2. Sirva de imediato para não arrefecer e acompanhe com uma salada bem crocante. Fizemos uma de rúcula acabada de colher temperada com azeite virgem extra e vinagre balsâmico.
Bom apetite!
AP
*Quando o caldo estiver frio, retire toda a gordura que conseguir.
**Em vez de comprar massa de alho, pode fazê-la em casa sem sal (apenas com alhos triturados em azeite).

01/03/14

Tomilho-limão: uma festa para os sentidos!


Híbrido entre o tomilho-poejo e o tomilho-comum, o tomilho-limão apresenta folhas verdes ou, no caso de algumas variedades, amarelas ou brancas e verdes.
As folhas são utilizadas (frescas ou secas) para condimentar pratos de peixe, aves, saladas e molhos. Também pode preparar infusões (2 colheres de sopa para um litro de água) para a gripe, resfriados, tosse, garganta irritada e digestão lenta. É uma planta muito popular em culinária, exalando um forte aroma a limão, razão pela qual é cultivada em todo o mundo.
Rico em cálcio, fibra, ferro, magnésio, potássio, zinco e vitaminas A, B6 e C, na Idade Média, o tomilho-limão era utilizado como incenso e era colocado nos caixões durante os funerais, porque garantia passagem para vidas futuras. Pensa-se que a propagação do tomilho-limão pela Europa terá acontecido graças aos Romanos, pois estes utilizavam-no para purificar os seus quartos.

Fontes consultadas:

28/02/14

Espargos na mesa, saúde na cama?


A. A inclusão dos espargos na lista de alimentos afrodisíacos pode ter justificação não na sua forma fálica, mas nos seus benefícios nutricionais:
1.   A vitamina B3 dilata os vasos sanguíneos, aumentando a intensidade das sensações.
2.   As vitaminas B e B1 atuam sobre os neurotransmissores que influenciam a predisposição sexual.
3.   O ácido fólico estimula a produção de histamina que aumenta a apetência para atingir o orgasmo, tanto masculino como feminino.

Pouco calóricos e ricos em vitaminas, os espargos são um alimento rico em ferro (que combate a anemia), potássio e com propriedades antioxidantes.
Na cozinha, são múltiplas as possibilidades na sua confeção: entradas (com ovos mexidos são uma delícia!), sopas, saladas, souflés…
Conclusão: O consumo regular de espargos estimula o sistema imunitário, protegendo o organismo da ação dos radicais livres. É uma garantia de saúde na cama? Mal não há de fazer…

B. A concluir uma receita deliciosa para maiores de 18…
Ingredientes
.2 molhos espargos verdes
.2 batatas pequenas
.2 cebolas médias
.1 dente de alho
.0,5 dl água
.1 ramo de hortelã
.1 colher de sopa azeite
.1 colher de sobremesa sal
.pimenta-preta (do-reino)

Preparação
Lave muito bem os espargos. Aproveite para retirar algumas pontas que deverá reservar para a guarnição final.
1. Corte os restantes espargos em pedaços, assim como as batatas, as cebolas e o alho previamente descascados.
2. Leve ao lume uma panela com água e quando ferver, introduza os legumes. Deixe cozer até estarem macios.
3. Retire do lume e triture tudo muito bem, passando posteriormente o creme por um passador fino.
4. Adicione o sal e o azeite e leve novamente ao lume.
5. Introduza então as pontas dos espargos reservadas e deixe ferver lentamente até estarem cozidos.
6. Quase no final da cozedura, adicione algumas folhas de hortelã e salpique com a pimenta. Servir bem quente.

Nota final: Se quiser a receita de um creme de espargos sem batata, veja AQUI.

Abraço e muita saúde à mesa… e na cama!
AP
P.s. Cá em casa, consumimos espargos selvagens colhidos na floresta (ver imagem no início do artigo)…