17/12/14

.Ketchup caseiro: todo o saber sem aditivos!


São muitos os apreciadores de ketchup. Embora tendo como ingrediente principal o saudável tomate, a produção industrial deste molho peca por excesso no açúcar (chega a atingir 30%) e no sal. Isto para não falar dos conservantes, corantes e estabilizadores (como o amido modificado).

A receita de hoje permite a obtenção de um produto muito saboroso, sem aditivos e com pouco açúcar (9% apenas) e pouco sal.
Como bónus, tem as vitaminas A e E, magnésio, cálcio, folato e potássio, além do licopeno, um potente antioxidante.
Descobri a receita AQUI (excelente site com propostas de receitas saudáveis), tendo introduzido algumas adaptações na lista de ingredientes e no final da preparação.

Ingredientes:
.1 kg de tomate maduro (sem pele e cortado aos pedacinhos)
.sumo (suco) de 1 laranja grande
.90 g (9 colheres de sopa) de açúcar amarelo ou mascavado (mascavo)
.10 cl de vinagre de maçã (pode ser o comum)
.2 cravinhos (cravos)
.1/2 colher de café de cominhos moídos
.1 colher de sobremesa de gengibre finamente ralado
.1 colher de chá de sementes de coentro
.3 dentes de alho esmagados
.4 colheres de sopa de azeite (de oliva)
.2 colheres de café de sal

Preparação:
1. Num tacho antiaderente, cozinhe os alhos no azeite quente durante 1 minuto sem deixar queimar.
2. Junte os tomates e deixe estufar em lume (fogo) médio durante 10 minutos.
2. Adicione todos os ingredientes e deixe cozinhar muito lentamente, em lume baixo, durante 30 minutos.
3. Triture o preparado, retifique o sal e deixe apurar mais 5 minutos. Se estiver muito líquido, junte um pouco de farinha de milho.
4. Depois de frio, guarde o seu ketchup num recipiente de vidro.
5. Guardada no frigorífico (geladeira), esta delícia conserva-se durante 10 dias em ótimas condições.

Informação complementar:
Acredita-se que o condimento tem sua origem na cultura chinesa, chamado de ketsiap (que significa molho), utilizado para acompanhar peixes. Na Malásia, uma outra versão deste mesmo molho tem o nome de kechap, que significa gosto. O catchup moderno foi idealizado pelo norte-americano Henry J. Heinz, que teve a ideia de incluir molho de tomate à fórmula. Heinz comercializou pela primeira vez o catchup em 1876.
Nota: Nem os dicionários brasileiros nem o VOLP da Academia Brasileira registam a grafia “catchup”.

Abraço.
ChefAntónio

14/12/14

.batatas com alecrim e mel!

Ei-las, ao almoço, com frango assado e legumes verdes cozidos!

Agora que a época natalícia está à porta, um acompanhamento rápido e sofisticado vinha mesmo a calhar, não era mesmo?
Aqui no blogue (uma cozinha aberta para o mundo), se você pede… você tem! Vi há pouco no canal 24kitchen esta excelente ideia. Dei-lhe uns retoques práticos, testei-a ao almoço e aqui a partilho. Saudável e muito saborosa. A doçura do mel casa com a cebola e dilui-se na impetuosidade da pimenta. O alecrim integra-se no cozinhado e não se sobrepõe ao todo.
Perfeito para acompanhar carnes fritas, grelhadas ou assadas ou como entrada (com umas fatias salmão fumado, presunto ibérico ou queijo).

Ingredientes para 4 pessoas:
.400 g de batatas médias
.1 cebola grande picada
.1 colher de sobremesa de folhas de alecrim picadas (frescas ou secas)
.1 colher de sopa de mel
.3 colheres de sopa de azeite (de oliva)
.sal e pimenta-preta (do-reino) moída no momento

Preparação:
1. Coza as batatas com a casca em água e sal durante cerca de 20 minutos (em função do tamanho) e mergulhe-as em água fria durante 5 minutos.
2. Corte-as em rodelas de cerca de 1 cm e guarde-as.
3. Numa frigideira antiaderente, estufe a cebola no azeite, em lume (fogo) médio até ficar translúcida.
4. Adicione o mel e deixe apurar mais 2 minutos, mexendo sempre.
5. Junte as batatas e tempere com uma pitada de sal, a pimenta e o alecrim.
6. Vá mexendo (para que a cebola não queime) até que os sabores se impregnem nas batatas (mais ou menos 3 minutos).
7. Sirva enquanto estão quentinhas!

Abraço do vosso
ChefAntónio

13/12/14

.Compota de abóbora c/ nozes light!

Ficou assim!

A compota de abóbora é um doce que combina bem com o Natal. O problema é que, com todas as iguarias que nesta época nos tentam, rapidamente o açúcar que consumimos ultrapassa os limites do aceitável…
Para fazer face à situação, há dois caminhos possíveis: ou olhamos para o lado e, estoicos, resistimos; ou adaptamos as receitas, aligeirando os ingredientes problemáticos.
Partilho o resultado de uma experiência bem-sucedida. Apenas com 25% de açúcar do peso da abóbora, conseguimos uma compota em que o doce não se sobrepõe aos sabores da abóbora e das nozes. Uma delícia!

Ingredientes:
.300 g de abóbora ralada
.75 g de açúcar (25% do peso da abóbora)
.1 pau de canela
.30 g de nozes picadas grosseiramente com uma faca
.infusão de erva-príncipe (ou de lúcia-lima ou de cascas de limão)

Preparação:
1. Num tacho antiaderente, junte a abóbora, o açúcar e a canela e deixe levantar fervura.
2. Deixe cozinhar em lume (fogo) baixo durante 30 minutos, mexa de vez em quando e, sempre que necessário, junte líquido da infusão para manter a consistência desejada.
3. Passados os 30 minutos, junte as nozes.
4. Mais 30 minutos e está pronto a servir: no pão, com queijo ou requeijão ou à colherada...

Notas:
1. Conserva-se no frigorífico (geladeira) pelo menos durante duas semanas.
2. Pode acondicionar pequenas porções e congelar para ir consumindo ao longo do ano. O sabor não se altera.
3. Querendo fazer mais quantidade, é só calcular 25% do peso da abóbora em açúcar.

Bom apetite!
ChefAntónio

06/12/14

.Doce de marmelo c/ goiaba e pinhões!


Este é sem dúvida um casamento feliz. Quando a acidez do marmelo se deixa envolver pela personalidade tropical da goiaba, o resultado é um doce macio e aromático, de sabor intenso, pronto a apaixonar-se por uma fatia de pão estaladiça…
Uma festa para as papilas gustativas!

Ingredientes:
.500 g de marmelos com a pele (sem o caroço)
.500 g de goiabas com a pele (sem o miolo onde estão as sementes)
.500 gr de açúcar
.6 colheres de sopa de pinhões
.40 cl de água
.3 colheres de sopa de vinho do Porto
.4 paus de canela
Pode:
-alterar as proporções dos frutos, ou usar só marmelo ou só goiaba;
-substituir o vinho do Porto por água;
-eliminar os pinhões ou substituí-los por amêndoas ou nozes.

Preparação:
1. Triture o miolo das goiabas com água e o vinho do Porto (3 colheres de sopa de cada) e filtre (para retirar as sementes).
2. Junte o molho obtido às goiabas e aos marmelos e leve-os a cozer durante 20 minutos na panela de pressão com os 40 cl de água e a canela.
3. Após a cozedura, triture.
4. Num tacho antiaderente, coloque o preparado com o açúcar e deixe cozer em lume (fogo) muito baixo durante cerca de 50 minutos. Mexa com frequência, pois este doce pega facilmente ao fundo.
5. Junte os pinhões e deixe apurar 5 minutos.
6. O seu doce está pronto! Coloque em frascos (potes) de vidro enquanto está quente.
7. Para esterilizar, coloque os frascos bem fechados numa panela, cubra-os com água previamente aquecida e deixe ferver 10 minutos. Desligue o lume e deixe os frascos dentro da água até estar fria. Este procedimento cria vácuo dentro dos frascos, prolongando a sua conservação.
8. Como este doce tem menos açúcar, conserve-o no frigorífico (geladeira). Estará em perfeitas condições durante vários meses.

Bom apetite!
ChefAntónio

03/12/14

Cozinhar pimento de forma ecológica, sem desperdícios...


É comum vermos nas receitas com pimento a indicação de que se devem retirar as sementes. Até há no mercado um instrumento de cozinha para proceder à operação de “limpeza”: o retira-sementes.
Considerando que os pimentos de Padrón fritos (especialidade da gastronomia galega) se comem na íntegra, porque havemos de perder os nutrientes das sementes?
Em pratos com tomate ou caldeiradas, os pimentos cozinhados com tudo o que está lá dentro trazem um acréscimo de sabor e são mais fáceis de preparar: é só lavar, tirar o pedúnculo e usar sem desperdiçar nada!
Experimente e veja se gosta.

Com ou sem sementes, bom apetite!
Abraço.
ChefAntónio

30/11/14

Tomatada de chuchu c/abóbora!


A colheita, ontem, de mais um balde de chuchus levou-me a improvisar uma nova receita com este interessante e versátil fruto-hortaliça inspirada nas migas típicas do Alentejo (sul de Portugal).
A união da suavidade quase doce do chuchu com a acidez atrevida do tomate deu à luz um prato delicioso a consumir como entrada ou acompanhamento de carnes fritas, grelhadas ou assadas.
Chuchu, abóbora, tomate, cebola, alho, azeite (apenas ½ colher por pessoa) e especiarias: eis os ingredientes de uma equipa vencedora nos sabores e na saúde!

Ingredientes para 4 a 5 pessoas:
.4 chuchus (descascados e sem caroço)
.400 g de abóbora
.2 cebolas médias
.4 tomates médios
.1/2 de sopa de massa de alho
.2 colheres de sopa de azeite (de oliva)
.1 colher de café de pimenta-preta (do-reino)
.1 pitada de cominhos moídas
.sal

Preparação:
1. Coza o chuchu e a abóbora (cortados aos cubos) em água e sal (cerca de 25 minutos)
2. Escorra e esmague bem até fazer um puré uniforme.
3. Ponha a escorrer num passador enquanto prepara a base com o tomate.
4. Ponha o azeite num tacho antiaderente e estufe o alho e a cebola até esta ficar translúcida.
5. Junte o tomate, a pimenta, os cominhos e uma pitada de sal.
6. Vá mexendo e deixe o tomate cozinhar em lume (fogo) médio (cerca de 8 minutos).
7. Junte o puré já escorrido e mexa bem para que os sabores e aromas se misturem bem.
8. Verifique os temperos. Mais 4 a 5 minutos em lume médio e está pronto!

Frua bem o que resta deste último domingo de novembro.
ChefAntónio

29/11/14

Compotas com pouco açúcar: laranja c/ gengibre!


A receita de hoje é para os leitores que não podem consumir doces com a quantidade de açúcar que a tradição manda.
O resultado conseguido é uma surpresa: o doce da compota não se perde e o sabor da fruta acentua-se.

Ingredientes:
.500 g de laranjas (pesadas descascadas)
.100 g de açúcar (usei amarelo)
.2 paus de canela
.gengibre ralado (1 colher de café)
.infusão de erva-príncipe (capim-limão) bem concentrada
Nota: Aprendi a usar a erva-príncipe nos doces em S. Tomé e Príncipe. Como o limão é caro, recorre-se a este truque. O resultado é excelente: obtém-se um suave toque cítrico sem a acidez do limão.

Preparação:
1. Pique as laranjas em cubos pequenos e coloque-as numa panela antiaderente.
2. Junte o açúcar, a canela e o gengibre e deixe levantar fervura.
3. Cozinhe em lume (fogo) baixo com a panela destapada e vá mexendo de vez em quando.
4. À medida que for necessário, vá juntando a infusão de erva-príncipe.
5. Depois de apurar cerca de 1 hora (nunca menos), desligue o lume quando tiver a consistência desejada.
6. Coloque em recipientes pequenos de vidro (como na imagem), tape e deixe arrefecer.
7. Quando estiver frio, congele.
8. Para consumir, é só tirar do congelador no dia anterior e guardar no frigorífico (geladeira).
9. Conservada no frio, a sua compota com pouco açúcar vai manter-se em ótimas condições durante pelo menos duas semanas.

Abraço doce… mas com pouco açúcar!
ChefAntónio