21/12/14

Calaminta: já os Romanos a usavam!

Apesar do frio, cá no quintal, a calaminta é a rainha do viço!

A aromática calaminta herdou a designação do grego kalamínthe, significando bela (“kal”) menta (“mínthe”).

Muito utilizada na Idade Média, sobretudo com fins medicinais, a planta foi esquecida e reduzida a uma única função nalgumas zonas de Portugal, sobretudo no Sul: tempero de azeitonas. Por isso, é conhecida também como erva-das-azeitonas.
Há registos de ter sido usada por cozinheiros e médicos na antiga Roma e era consumida como uma bebida quente antes da chegada do chá à Europa.
No final do século XIX, as mulheres dos índios Ojibwe já a usavam, com o nome nativo de “Gajugensibug”, como chá para baixar a febre.
Na França, as folhas e os pequenos rebentos são usados como tempero, sendo cultivada normalmente entre outras ervas de cozinha. Tanto na França como na Inglaterra, tem reputação pelo seu valor medicinal. Miss Bardswell, no seu livro “The Herb Garden”, escreveu em 1928:
Antes do uso do chá chinês, os nossos camponeses tinham o hábito de preparar chá de nêveda, o qual diziam ser muito agradável ao paladar e muito mais saudável. É estimulante. A raiz, quando mastigada, diz-se que torna feroz e rixosa mesmo a pessoa mais gentil, e existe uma lenda sobre um certo carrasco que não conseguia reunir coragem ao ponto de enforcar alguém antes de beber o chá. As ratazanas detestam a planta, e não se aproximam dela mesmo que estejam cheias de fome”.
Curiosamente, na Ásia, usa-se há anos nos jardins zoológicos para acalmar os tigres e os leões.
Ultimamente, tem-se assistido a iniciativas visando a recuperação de plantas usadas no passado, entre elas a calaminta. Tenho alguns exemplares no meu quintal que não requerem grandes cuidados para crescerem (ver imagem).
Usos principais desta magnífica planta da família das hortelãs:
- como tempero de saladas e marinadas (não esquecendo as azeitonas como vimos);
- em infusões para gripes e constipações e para acalmar os problemas de estômago, dispepsias, flatulência e cólicas. A sua ação sedativa nos nervos completa as suas propriedades relaxantes.

Notas finais sobre a calaminta:
1. Tem um aroma mentolado e um sabor entre o poejo e os orégãos (oréganos).
2. Consta que existem cerca de vinte espécies, só no continente europeu.
2. Tem ainda mais uma designação: nêveda.

Bons usos da calaminta, mas sem mastigar a raiz…
ChefAntónio

Fontes consultadas:

20/12/14

Técnica pra descascar uma banana!

Afinal, parece que há uma técnica para descascar facilmente uma banana. Uma espécie ovo de Colombo com uma solução óbvia depois de a conhecermos…

Puxar a ponta de uma banana é a maneira mais fácil de a abrir.

Bom apetite com bananas descascadas de forma rápida e eficaz.
ChefAntónio
Ideia e imagem encontradas AQUI.

Massa de alho caseira para principiantes!

Acabadinha de fazer!

Esta é a receita mais simples de massa de alho que conheço. Apenas alho, azeite, um pouco de sal e orégãos. Quanto à preparação, nada de especial: basta triturar o ingredientes e já está!
Em relação a massa de alho que pode comprar já feita, com esta receita, pode escolher ingredientes de qualidade e reduzir significativamente o sal.

Ingredientes:
.300 g de alhos descascados
.20 g de sal
.azeite (de oliva) em quantidade equivalente ao volume dos alhos
.1 colher de sobremesa de orégãos (oréganos)

Preparação:
1. Coloque os alhos cortados grosseiramente num copo misturador com os orégãos e o sal.
2. Junte azeite até cobrir os alhos.
3. Triture tudo até obter uma massa uniforme e cremosa.
4. Coloque num recipiente de vidro de com tampa e guarde no frigorífico (geladeira).
5. A sua massa de alho está pronta e conservar-se-á durante meses.

Bom apetite!
ChefAntónio

18/12/14

Fitas de curgete em molho de iogurte c/ salmão fumado!

O jantar de ontem ficou assim...

Mais uma receita para o Natal. Para compensar os doces, proponho-vos uma entrada dietética. O sabor fumado do salmão casa na perfeição com a suavidade da curgete. A união é selada solenemente por um molho cremoso e pouco calórico.

Ingredientes para 4 pessoas:
.2 curgetes (abobrinhas) médias cortadas em tiras (ao comprido) com um descascador de legumes.
.água e sal
PARA O MOLHO:
.1 cebola média picada
.3 colheres de sopa de azeite (de oliva)
.1 iogurte magro (desnatado e sem açúcar adicionado)
.2 colheres de sopa de mostarda
.1 colher de sobremesa de cebolinho picado
.1 colher de café de pimenta-preta (do-reino) moída no momento
.1 colher de chá de mel
.1 pitada de sal

Preparação:
1. Numa frigideira antiaderente, estufe a cebola no azeite até ficar translúcida.
2. Junte os restantes ingredientes e deixe apurar em lume (fogo) baixo durante cerca de 10 minutos. Junte água se necessário e vá mexendo.
3. Reserve o molho.
4. Ponha as fitas de curgete num tacho com água (com um pouco de sal) a ferver com o lume no máximo. Passados 2 minutos, escorra as fitas e mergulhe-as de imediato em água fria para que parem de cozer. O tempo é contado a partir do momento em que a curgete é posta na água a ferver e não a partir do momento em que recomece a ferver.
5. Depois de escorrer muito bem as fitas, coloque-as no prato e regue-as com o molho (3 a 4 colheres de sopa).
6. Junte umas fatias de salmão fumado e tempere-as com um fio de azeite e umas gotas de vinagre balsâmico.
Obs.: Pode substituir o salmão por queijo fresco (branco) ou requeijão (também temperados com azeite e vinagre balsâmico), por um bife de peru ou de frango ou mesmo por uma conserva de peixe.

Bom apetite!
ChefAntónio

17/12/14

.Ketchup caseiro: todo o saber sem aditivos!


São muitos os apreciadores de ketchup. Embora tendo como ingrediente principal o saudável tomate, a produção industrial deste molho peca por excesso no açúcar (chega a atingir 30%) e no sal. Isto para não falar dos conservantes, corantes e estabilizadores (como o amido modificado).

A receita de hoje permite a obtenção de um produto muito saboroso, sem aditivos e com pouco açúcar (9% apenas) e pouco sal.
Como bónus, tem as vitaminas A e E, magnésio, cálcio, folato e potássio, além do licopeno, um potente antioxidante.
Descobri a receita AQUI (excelente site com propostas de receitas saudáveis), tendo introduzido algumas adaptações na lista de ingredientes e no final da preparação.

Ingredientes:
.1 kg de tomate maduro (sem pele e cortado aos pedacinhos)
.sumo (suco) de 1 laranja grande
.90 g (9 colheres de sopa) de açúcar amarelo ou mascavado (mascavo)
.10 cl de vinagre de maçã (pode ser o comum)
.2 cravinhos (cravos)
.1/2 colher de café de cominhos moídos
.1 colher de sobremesa de gengibre finamente ralado
.1 colher de chá de sementes de coentro
.3 dentes de alho esmagados
.4 colheres de sopa de azeite (de oliva)
.2 colheres de café de sal

Preparação:
1. Num tacho antiaderente, cozinhe os alhos no azeite quente durante 1 minuto sem deixar queimar.
2. Junte os tomates e deixe estufar em lume (fogo) médio durante 10 minutos.
2. Adicione todos os ingredientes e deixe cozinhar muito lentamente, em lume baixo, durante 30 minutos.
3. Triture o preparado, retifique o sal e deixe apurar mais 5 minutos. Se estiver muito líquido, junte um pouco de farinha de milho.
4. Depois de frio, guarde o seu ketchup num recipiente de vidro.
5. Guardada no frigorífico (geladeira), esta delícia conserva-se durante 10 dias em ótimas condições.

Informação complementar:
Acredita-se que o condimento tem sua origem na cultura chinesa, chamado de ketsiap (que significa molho), utilizado para acompanhar peixes. Na Malásia, uma outra versão deste mesmo molho tem o nome de kechap, que significa gosto. O catchup moderno foi idealizado pelo norte-americano Henry J. Heinz, que teve a ideia de incluir molho de tomate à fórmula. Heinz comercializou pela primeira vez o catchup em 1876.
Nota: Nem os dicionários brasileiros nem o VOLP da Academia Brasileira registam a grafia “catchup”.

Abraço.
ChefAntónio

14/12/14

.batatas com alecrim e mel!

Ei-las, ao almoço, com frango assado e legumes verdes cozidos!

Agora que a época natalícia está à porta, um acompanhamento rápido e sofisticado vinha mesmo a calhar, não era mesmo?
Aqui no blogue (uma cozinha aberta para o mundo), se você pede… você tem! Vi há pouco no canal 24kitchen esta excelente ideia. Dei-lhe uns retoques práticos, testei-a ao almoço e aqui a partilho. Saudável e muito saborosa. A doçura do mel casa com a cebola e dilui-se na impetuosidade da pimenta. O alecrim integra-se no cozinhado e não se sobrepõe ao todo.
Perfeito para acompanhar carnes fritas, grelhadas ou assadas ou como entrada (com umas fatias salmão fumado, presunto ibérico ou queijo).

Ingredientes para 4 pessoas:
.400 g de batatas médias
.1 cebola grande picada
.1 colher de sobremesa de folhas de alecrim picadas (frescas ou secas)
.1 colher de sopa de mel
.3 colheres de sopa de azeite (de oliva)
.sal e pimenta-preta (do-reino) moída no momento

Preparação:
1. Coza as batatas com a casca em água e sal durante cerca de 20 minutos (em função do tamanho) e mergulhe-as em água fria durante 5 minutos.
2. Corte-as em rodelas de cerca de 1 cm e guarde-as.
3. Numa frigideira antiaderente, estufe a cebola no azeite, em lume (fogo) médio até ficar translúcida.
4. Adicione o mel e deixe apurar mais 2 minutos, mexendo sempre.
5. Junte as batatas e tempere com uma pitada de sal, a pimenta e o alecrim.
6. Vá mexendo (para que a cebola não queime) até que os sabores se impregnem nas batatas (mais ou menos 3 minutos).
7. Sirva enquanto estão quentinhas!

Abraço do vosso
ChefAntónio

13/12/14

.Compota de abóbora c/ nozes light!

Ficou assim!

A compota de abóbora é um doce que combina bem com o Natal. O problema é que, com todas as iguarias que nesta época nos tentam, rapidamente o açúcar que consumimos ultrapassa os limites do aceitável…
Para fazer face à situação, há dois caminhos possíveis: ou olhamos para o lado e, estoicos, resistimos; ou adaptamos as receitas, aligeirando os ingredientes problemáticos.
Partilho o resultado de uma experiência bem-sucedida. Apenas com 25% de açúcar do peso da abóbora, conseguimos uma compota em que o doce não se sobrepõe aos sabores da abóbora e das nozes. Uma delícia!

Ingredientes:
.300 g de abóbora ralada
.75 g de açúcar (25% do peso da abóbora)
.1 pau de canela
.30 g de nozes picadas grosseiramente com uma faca
.infusão de erva-príncipe (ou de lúcia-lima ou de cascas de limão)

Preparação:
1. Num tacho antiaderente, junte a abóbora, o açúcar e a canela e deixe levantar fervura.
2. Deixe cozinhar em lume (fogo) baixo durante 30 minutos, mexa de vez em quando e, sempre que necessário, junte líquido da infusão para manter a consistência desejada.
3. Passados os 30 minutos, junte as nozes.
4. Mais 30 minutos e está pronto a servir: no pão, com queijo ou requeijão ou à colherada...

Notas:
1. Conserva-se no frigorífico (geladeira) pelo menos durante duas semanas.
2. Pode acondicionar pequenas porções e congelar para ir consumindo ao longo do ano. O sabor não se altera.
3. Querendo fazer mais quantidade, é só calcular 25% do peso da abóbora em açúcar.

Bom apetite!
ChefAntónio