10/07/15

Proteger as uvas… dos pássaros!

Artístico e prático!
 

 
Este ano, pela primeira vez em 12 anos, tenho uvas lindas na horta. Graças talvez à aplicação da calda bordalesa no momento certo, à sorte ou ambas as coisas...
Passada a surpresa inicial, os melros atiraram-se com apetite voraz aos cachos tentadores. Depois de uma reflexão rápida comigo mesmo, surgiu a medida radical. Umas velhas cortinas de nylon sem uso deram-me a ideia. Com a ajuda da família, toca a fazer pequenos sacos. São leves e deixam circular o ar e entrar a luz.
Considerando que os já referidos melros, residentes a tempo inteiro na horta, descobriram uma maneira de abrir o capucho que envolve as fisális e comeram grande parte delas, sempre quero ver se também vão aprender a desatar os sacos guarda-uvas…
Considerando os serviços prestados no consumo de insetos e o canto dos machos na primavera, deixei algumas uvas sem proteção…
Abraço!
ChefAntónio


04/07/15

Bebida de hibisco c/ lúcia-lima: cocktail antioxidante!


A proposta de hoje é uma deliciosa bebida para ser consumida fria a acompanhar as refeições ou com um ou dois cubos de gelo como refresco.
Além do sabor delicioso, há a considerar a soma das propriedades das duas plantas.

FLOR DE HIBISCO
.Adquiro-a em ervanárias.
.Usa-se o cálice do botão seco da flor chamada Hibiscus Sabdariffa, que não é aquela espécie de hibisco normalmente encontrada nos jardins.
-Rica em flavonoides, vitamina C e ácido ascórbico, é antioxidante.
-Tem efeitos cardioprotetores e vasodilatadores, aumenta o colesterol bom e reduz os níveis de glicose no sangue.
-Contribui para a renovação da pele.
-Tem um efeito adelgaçante, sobretudo na barriga e nos quadris.
LÚCIA-LIMA
.Cultivo-a na horta e seco-a com todo o cuidado.
.Usam-se as folhas e flores.
-Tem propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antibióticas.
-Ajuda a diminuir a tensão arterial.
-Facilita a digestão e tem um efeito calmante.
Fontes consultadas:

PREPARAÇÃO:
1. Junte 3 partes de lúcia-lima com 1 parte de flores de hibisco e misture-as bem.
2. Coloque água fervente sobre a mistura e deixe repousar durante 5 minutos.
3. Deixe esfriar e guarde no frigorífico (geladeira).
4. Beba simples ou com gelo.
Notas:
.Use uma colher de sopa da mistura por chávena (xícara).
.Beba sem açúcar ou com adoçante. Uso folhas de stévia secas (cultivadas na horta).

Abraço.
ChefAntónio

02/07/15

Salada de beterraba: uma delícia antioxidante!

Ficou assim!

Sabia que originalmente só as folhas da beterraba eram consumidas? A receita de hoje deve-se aos Romanos, pois foram os primeiros a cultivar a planta para usar as raízes como alimento.
A salada que vos proponho é simples de confecionar e muito prática, pois conserva-se no frigorífico (geladeira) pelo menos durante duas semanas.

Ingredientes:
.4 beterrabas médias cozidas em água e sal (com a com a pele)
.2 dentes de alho crus (esmagados em puré)
.2 colheres de sopa de azeite (de oliva)
.2 colheres de sopa de vinagre balsâmico (ou outro da sua preferência)

Preparação:
1. Tire a pele às beterrabas e corte-as em cubos pequenos.
2. Junte o azeite, o vinagre e os alhos e misture muito bem.
3. Cubra as beterrabas com o molho e envolva bem.
4. Coloque num recipiente de vidro com tampa e guarde no frio.
5.No dia seguinte, a sua salada estará deliciosamente pronta a ser apreciada.
Nota 1: Acompanha muito bem pratos de salmão ou de atum (fresco ou em conserva). Quanto à bebida, sugiro um vinho branco seco (fresco). Se não consome álcool, um chá frio de flor de hibisco é uma alternativa interessante.
Nota 2: Antioxidante e excelente no combate à anemia, a BETERRABA é fonte de vitaminas e minerais e baixa em calorias (ver mais informações AQUI).

Abraço.
ChefAntónio

30/06/15

Eis a dieta dos Homens das Cavernas!


A dieta do Paleolítico está a conquistar adeptos por todo o mundo: o objetivo é comer o mínimo de alimentos processados.
Comer carne de qualidade, peixe acabado de apanhar, muitos vegetais, algumas sementes e nozes, um pouco de fruta, pouco amido e nenhum açúcar. Esta é a dieta dos nossos ancestrais e está a ser adotada por celebridades como Megan Fox e Jessica Biel. O tema é abordado pelo The Telegraph.
É mais do que uma tendência: a dieta do Paleolítico já é uma identidade que se quer assumir. As pessoas dizem ser “paleo” e compram livros de receitas dedicados ao tema. Existem festivais, revistas e restaurantes que fazem menção a esta alimentação.
O conceito (moderno) nasceu no início do milénio com Dr. Loren Cordain. À medida que a moda do “Cross Fit” cresceu, a dieta do Paleolítico foi conquistando expressão, quando os praticantes desse tipo de exercício aconselharam que não se ingerisse “nada que tenha uma tabela de nutrientes”.
Muitas pessoas optam por seguir esta dieta para prevenir ou aliviar doenças causadas pelo atual estilo de vida. Mas seguir a dieta do Paleolítico exige duas coisas: uma grande capacidade para negar outros tipos de comida e uma carteira tão saudável quanto se quer tornar.
Escolher a dieta do Paleolítico não faz dos seus adeptos verdadeiros homens da caverna: alguns alimentos processados são permitidos e não há necessidade de aquecer a comida numa fogueira. Na verdade, esta dieta procura apenas quebrar o sedentarismo que tem marcado a vida moderna nos últimos anos.
Nesta questão da dieta do Paleolítico existem dois tipos de opiniões. Por um lado, algumas vozes insistem que esta alimentação é hipócrita, porque os produtos que são vendidos nas lojas especializadas são obviamente feitos por alimentos processados. Do outro lado, estão os radicalistas, que levam ao extremo a dieta e são capazes de ir à caça para preparar a próxima refeição.
A dieta do Paleolítico aconselha que se comam carnes e peixes magros, nozes, sementes (mas não amendoins), frutos em estado selvagem e vegetais. Por outro lado, se pensa seguir esta dieta, deve ingerir grãos, produtos com leite, sal e açúcar.
Data: 6/3/2015
Nota: Não entendo a prescrição do peixe magro...

25/06/15

Afinal, não é o paladar que diz o que é doce ou salgado!


Tapar o nariz para comer ou ingerir algo com um sabor desagradável é uma técnica milenar quem tem vindo a ser usada para afirmar que, afinal, o paladar não é o único sentido responsável pela sensação de doce ou salgado.
Segundo o Los Angeles Times, Linda Bartoshuk, cientista especializada em paladar na Universidade da Flórida, revela que o olfato pode ser a chave e que os compostos voláteis responsáveis pela maioria das sensações doces que se tem quando se come fruta, por exemplo.
Depois de analisar 152 variedades de tomate, a equipa de Bartoshuck registou os níveis de glicose, frutose, ácidos e 28 componentes voláteis e, durante três anos, realizou testes de degustação para que voluntários avaliassem 66 das variedades de tomate analisadas.
Os voluntários tiveram que classificar a doçura e acidez do tomate experimentado, e, para surpresa da equipa de cientistas, notou-se que os participantes classificaram como doces os tomates que na sua composição tinham menos açúcar. Contudo, os tomates considerados doces eram os que tinham mais voláteis.
Nesta investigação norte-americana, foram ainda alvo de análise e comparação os morangos e os mirtilos. Embora os morangos contenham menos açúcar na sua composição, são considerados mais doces pelas pessoas e tal deve-se ao facto de possuírem mais 30 componentes voláteis que os mirtilos.
E esses mesmos voláteis, tal como os do tomate, quando adicionados a água com açúcar fazem com que a sensação de doçura dispare.
Nota: compostos voláteis são pequenas substâncias químicas que evaporam em condições normais de temperatura e pressão.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/lifestyle/411543/afinal-nao-e-o-paladar-que-diz-o-que-e-doce-ou-salgado

Lisboa, a nova "capital europeia da culinária"!


Chefs com menos de 40 anos e uma gastronomia baseada em azeite, peixes e mariscos. É desta forma que o site Wine Spectator coloca a capital portuguesa no auge da gastronomia europeia

Lisboa é a cidade das sete colinas, a cidade dos miradouros, do Tejo e de toda uma gastronomia que espelha o que de melhor se come em Portugal. A culinária nacional voltou a ser destaca internacionalmente, agora pelo site Wine Spectator.
Num artigo publicado esta semana, Robert Camuto destaca “chefs com menos de anos que animam uma culinária à base de azeite, peixes e mariscos” e eleva Lisboa como a nova “capital europeia da culinária”.
Lisboa é “agora um ótimo lugar para comer refeições bonitas, cheias de sabores intensos e beber complexos vinhos” bem mais em conta do que noutros países europeus. Mas não é apenas pelo preço que o vinho nacional ganha importância: “o negócio dos vinhos em Portugal está a explodir em maior quantidade e maior qualidade”.
“A cozinha de Lisboa é o resultado de uma longa história de fusão que floresceu aqui há cerca de 500 anos, quando os exploradores portugueses voltaram para casa com novos alimentos e especiarias, incluindo a batata, o tomate, o café, o chá, o açafrão, o coentro e a pimenta. Esse espírito de aventura ainda existe”, lê-se no artigo.

24/06/15

Os restaurantes mais bizarros do mundo!


De robôs dançantes a jantares na selva, aqui estão os 14 locais mais absurdos do mundo para comer qualquer coisa.
Temos de admirar a criatividade pura e a coragem de alguém que pega nas ideias mais absurdas e as transforma em negócios. Na competitiva indústria da restauração, às vezes uma pitada de politicamente incorreto é o que é preciso para pôr uma ideia no mapa!

Clique AQUI e parta para uma viagem gastronómica inesquecível.

Abraço.
ChefAntónio