06/09/15

Tome um café e um doce num cenário etnográfico em Azeitão!

Graças à recuperação dos antigos lavadouros de Vila Nogueira de Azeitão, pode usufruir deste espaço muito original.

O grande tanque, onde noutros tempos se lavava a roupa, lá está, recuperado e cheio de água que lava a vista e refresca a alma…

Escolha uma mesa com vista para a água, sente-se e regale-se com as delícias de Azeitão a preços razoáveis.
Destaco nos petiscos as tábuas de queijos, enchidos ou mistas.
Nas coisas doces (a acompanhar um café ou um chá), não resista às tortas de Azeitão (deliciosas e irrepreensivelmente frescas) e aos mimos de Azeitão (uma espécie de rebuçado de doce de ovos, como pode ver na imagem 1). Abençoe o repasto com um cálice de moscatel da região. Segundo os especialistas, deve ser bebido à temperatura ambiente sem gelo nem limão.
Pode adquirir várias coisas boas de Azeitão pra levar consigo: queijos, doces, vinhos, artesanato…


Este éden de delícias está na rua principal de Vila Nogueira de Azeitão. Chegando pela estrada nacional 10, logo após a rotunda com um monumento branco alusivo ao vinho, estacione à direita ou no pequeno parque de estacionamento situado uns metros depois mesmo à entrada da vila. Vá em frente alguns metros (pelo lado direito) e vire na primeira à direita. Mais um minuto e lá está a entrada (também recuperada) a dizer “lavadouros”. 

Entre, desfrute e saia feliz como estas duas lindas senhoras (mãe e esposa)!

Abraço doce regado com moscatel!
ChefAntónio

02/09/15

Acelga: como cultivar este milagre de folhas verdes!

A acelga pode ter folhas de várias cores

Clima

O clima ideal para o cultivo da acelga é ameno, com temperaturas entre 16°C e 18°C, mas ela pode ser cultivada tanto em clima mais frio, sendo resistente a baixas temperaturas e geadas leves, quanto em clima mais quente.

Luminosidade

A acelga necessita de boa luminosidade para crescer bem, com pelo menos algumas horas de luz solar direta diariamente. Em regiões quentes pode ser cultivada em sombra parcial.
           A acelga pode colorir tanto a horta quanto as saladas que usam suas folhas 

Solo

O solo para o plantio de acelga deve ser bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica e rico em nitrogênio. A acelga é bastante tolerante quanto ao pH do solo, com exceção dos solos que são muito ácidos.

Irrigação

Irrigue de forma a manter o solo sempre úmido, sem que permaneça encharcado.
                                       Muda de acelga recém-germinada 

Plantio

Plante as sementes de acelga no local definitivo ou plante em sementeiras e transplante quanto as mudas atingem aproximadamente 5 cm de altura.
As sementes podem ser deixadas em um recipiente com água por 24 horas para facilitar a germinação.
                                          Acelga com folhas vermelhas

Tratos culturais

A acelga geralmente requer poucos cuidados. Caso as plantas não estejam se desenvolvendo bem, faça uma adubação para suprir mais nutrientes para as plantas.
                                   Acelga com nervuras e pecíolos brancos

Colheita

A colheita das folhas da acelga pode ser iniciada entre 60 e 85 dias após o plantio. Normalmente são colhidas apenas as folhas externas que estão bem desenvolvidas, embora as folhas jovens também possam ser colhidas para uso em saladas. Dependendo das condições de cultivo, a colheita pode continuar por alguns meses.
A acelga é uma planta bianual.
                                   Acelga com nervuras e pecíolos amarelos 

Fonte: http://hortas.info/como-plantar-acelga

01/09/15

Restrições contra Organismos Geneticamente Modificados varrem a Europa!


Primeiro a Escócia e Alemanha expulsaram OGM dos seus países, com receio de contaminação nos seus campos de agricultura, pondo em causa o seu stock de alimentos e com receio de colocarem as suas indústrias de alimentos e bebidas em perigo.
Agora, a Grécia e a Letónia estão a dizer à Monsanto exactamente o que podem fazer com os seus organismos geneticamente modificados. A maré está a VIRAR. O ponto de viragem só se tornou evidente através das acções de dois países europeus adicionais que viram a sua paciência contra a empresa de biotecnologia esgotada.
Letónia e Grécia optaram por banir os OGM, assim como a Alemanha e Escócia, como parte dos NOVOS subsídios indicados na legislação que recentemente passaram para países da UE.
Estas imposições geográficas têm como alvo especificamente o milho transgénico ‘MON810’ da Monsanto, que os países podem optar por crescer ou recusar nos próximos meses. Esta é actualmente a única cultura geneticamente modificada autorizado a ser cultivada na UE no presente – mas apenas quando os países dão permissão específica.
O site ‘Sustainable Pulse’ explica “, enquanto a Comissão Europeia é responsável pela aprovação, as solicitações a serem excluídas também têm de ser enviadas para a sociedade que as aplica, ou seja – MON810.”
Se os Estados membros adicionais negarem a Monsanto, podemos ter a certeza de que a empresa de biotecnologia vai TENTAR encontrar outras maneiras de forçar os seus cultivos transgénicos no mundo (por exemplo, a parceria Trans Trade Pacífico – TTIP), mas enquanto dissermos colectivamente NÃO, mantendo proibições, e exigindo a rotulagem, vamos livrar o planeta desta praga, dos alimentos geneticamente modificados.

28/08/15

Abóbora hokkaido: uma guloseima vegetal!

De um laranja intenso, momentos antes de ser assada no forno...

Abóbora – 10 000 anos de história!
Existem de todos os tamanhos e cores, podendo ser confecionadas de quase todas as maneiras e feitios: são assim as abóboras.
Sabe-se que são essencialmente originárias do continente americano (foram encontrados vestígios arqueológicos de sementes de abóbora com cerca de dez mil anos no Peru, no Equador e no México) e foram disseminadas um pouco por todo o mundo no século XVI, graças aos viajantes espanhóis, que descobriram este tesouro alimentar com a colonização. Grandes, pequenas, redondas, ovais… com tonalidades de polpa que vão do amarelo muito claro, quase branco, ao laranja escuro e cores de casca oscilando entre o laranja e o verde, a família das abóboras é vasta.

A abóbora hokkaido
Trago-vos hoje uma espécie que não conhecia e que encontrei à venda no supermercado Aldi.
A abóbora hokkaido, de origem asiática, é redonda, mas achatada, e a casca tanto pode ser vermelha, rosada, bronze, verde ou cor de laranja intenso. A polpa laranja é pouco sumarenta, mas muito doce, e a sua casca pode ser cozinhada com a polpa, enriquecendo-lhe o sabor.
O sabor é marcado por um doce intenso com uma textura farinhenta a fazer lembrar uma mistura de batata-doce com cenoura. Assada no forno com azeite, um pouco de sal e umas pitadas de noz-moscada e cominhos, ficou deliciosa.


Abraço.
Chef António

Interesse nutricional da abóbora – impressionante!
Uma das mais-valias das abóboras é a sua riqueza em tocoferóis, substâncias da família da vitamina E, que é reconhecidamente um dos antioxidantes mais poderosos no combate aos radicais livres. Apesar de poder encontrar-se em suplementos multivitamínicos, não restam dúvidas de que a forma natural (alfa-tocoferol) é a melhor, logo, não há suplemento que
vença a abóbora. As abóboras são também ricas em betacaroteno, substância que previne o cancro, os derrames, as cataratas e os problemas cardíacos. Com boa quantidade de vitamina C e potássio, cálcio e fósforo, vitaminas do complexo B e quase nenhuma gordura, são um verdadeiro cocktail de benefícios. Mas não se pense que estes se ficam pela polpa.
O uso das sementes das abóboras como desparasitante e fonte de zinco (mineral indispensável ao bom funcionamento do sistema imunológico e útil no tratamento da próstata aumentada) já era bem conhecido, mas hoje sabe-se que estas pequenas “cápsulas” naturais comportam muitos mais benefícios. São também ricas em potássio, que tem um efeito importante no controlo da pressão arterial, e (tal como a polpa) em vitamina E. Além disso, têm um elevadíssimo teor em fibras (maior que as lentilhas, os feijões ou o pão integral, por exemplo) sendo ótimas para regular o trânsito intestinal e eliminar substâncias tóxicas.
Além de serem uma delícia quando torradas e salgadas, constituindo um energético e nutritivo aperitivo, as sementes de abóbora podem ser adicionadas a pães, bolos ou massas, inteiras ou moídas em farinha. Esta é uma ótima razão para não desperdiçar as sementes da abóbora e fazer deste fruto um dos seus aliados de peso numa alimentação saudável.
O cultivo das abóboras espalhou-se por todo o mundo quando os exploradores europeus regressaram das suas viagens com várias novidades agrícolas do Novo Mundo. Uma das novidades foi a abóbora, cuja existência há quase dez mil anos em assentamentos agrícolas do Peru já foi comprovada. Também no Equador e México foram encontrados vestígios arqueológicos de sementes de abóbora com cerca de dez mil anos. Atualmente, os principais produtores mundiais de abóboras incluem os Estados Unidos, o México, a Índia e a China (neste país, a abóbora é utilizada como alimento, mas também tem ampla aplicação na medicina tradicional – o seu uso como tratamento para os parasitas já surge relatado no século XVII).

23/08/15

Todos ao festival do carapau-manteiga em Setúbal!


Desde ontem, e até 8 de setembro, tem à sua espera, em Setúbal, o festival do carapau-manteiga com a participação de 54 restaurantes da cidade.

O carapau-manteiga é uma das joias da gastronomia setubalense, numa cidade onde o peixe é rei, apenas pescado entre Setúbal e Sines. Distingue-se por ser bem mais claro do que o normal e com uma camada de gordura semelhante à manteiga, entre a pele e o lombo. Ganha por isso um sabor distinto e muito apreciado.
Nesta zona do País há diversas formações rochosas submersas, junto à costa, que promovem não só uma água um pouco mais quente como produção de algas e plâncton que enriquecem a dieta alimentar do carapau manteiga. O carapau tem também na sua alimentação o camarão, camarinha e ameijoas partidas. Tudo junto, está num habitat específico e muito propício a que se desenvolva, faz que ganhe a tal gordura e sabor. No fundo, à imagem do que acontece com o gado, cujas carnes são mais tenras ou saborosas também em função das melhores pastagens.
Várias das explicações vão sendo dadas por José Martins, dono do restaurante Espaço Setúbal, que aposta na grelha como melhor forma de confecionar o carapau, embora também sirva de tomatada e caldeirada. Favas, arroz de amêijoa, migas, batata cozida e o bom vinho da região completam a iguaria.
Vítor, dona Tasca da Fatinha, pescador, completa as explicações, falando de um peixe que deve ser apanhado a cinco seis braços de profundidade.
Face à especificidade deste carapau-manteiga, a autarquia de Setúbal e a Cooperativa de Pesca de Setúbal, Sesimbra e Sines estão a trabalhar na certificação do carapau-manteiga como espécie exclusiva da Costa de Setúbal a Sines. O processo final pode resultar em diversas classificações, mas todas elas com o mesmo propósito: reconhecimento de uma espécie única nesta região.
Fonte: Adaptado do jornal A Bola online.

Abraço.
ChefAntónio

P.s.: Se se sente tentado pela imagem da gordura a escorrer do peixe quente quando se retira a pele, siga a máxima de Camões: “Melhor é experimentá-lo que julgá-lo, mas julgue-o quem não poder experimentá-lo”.

17/08/15

BANANAS: quanto mais maduras melhor?

A banana madura ajuda-nos a aumentar o número de leucócitos e a reforçar o sistema imunológico. Além disso, melhora a saúde cardiovascular e favorece a absorção de cálcio.
A banana é uma fruta deliciosa que deveria ser incluída, de forma mais frequente, na nossa dieta, não apenas pelo seu agradável sabor, mas também porque está comprovado que contém nutrientes muito importantes que ajudam a melhorar a saúde do organismo. Graças a uma pesquisa recente, podemos conhecer outros benefícios das bananas e mais especificamente das que estão bem maduras.
As bananas contêm o Fator de Necrose Tumoral
À medida em que as bananas vão amadurecendo, vão desenvolvendo uma série de manchas escuras e preta que invadem quase toda a casca. Alguns preferem evitar as bananas neste estado, já que são mais doces e sua textura pode parecer não tão agradável. O que poucos sabem é que quanto mais manchas escuras tenha a banana, mais benefícios ela trará ao organismo, em especial ao sistema imunológico.
Numa pesquisa japonesa recente, descobriu-se que as bananas maduras contém uma citosina chamada Fator de Necrose Tumoral (FNT), que é liberada por algumas células do sistema imunológico, e que tem efeito sobre outras células do corpo. Esta é a que fornece as propriedades que nos ajudam a combater o cancro. Seu efeito é tão poderoso que pode ajudar lutar contra as células tumorais anormais que estão presentes no nosso corpo.
A função da citosina é comparada com a do lentinano, que é um imunoestimulante químico que se aplica por via intravenosa e actua como um agente anti-cancerígeno.
O efeito aumenta com a sua maturidade, ou seja, quanto mais madura seja a fruta, maior será seu efeito anticancerígeno.
À medida que as frutas amadurecem, vão acontecendo mudanças em relação ao seu valor nutricional, aumentando ou diminuindo duas propriedades. No caso das bananas, comprovou-se que quanto mais madura elas forem maior o nível de antioxidantes que se concentram. Além disso, quando ela já tiver muitas manchas escuras, o conteúdo de amido muda para açúcares simples, que são mais fáceis para digerir.
Em um estudo feito por cientistas japoneses, foram realizadas provas associadas com o consumo de diferentes frutas maduras: a banana, a uva, a maçã, o abacaxi, a melancia e o caqui. Ao final da investigação, concluiu-se que a banana madura é mais benéfica que as outras frutas, já que tem a capacidade de aumentar o número de células brancas no sangue e reforçar o sistema imunológico.
Para aproveitar este importante benefício da banana, recomenda-se comer uma ou duas ao dia.
Aumenta as defesas e nos afasta das doenças
Os cientistas consideram que quanto mais madura a banana for, maior concentração de Fator de Necrose Tumoral terá. Acredita-se que o número de defesas e de células brancas pode aumentar em até 8 vezes, em comparação com as bananas que são verdes ou que estão frescas.

Que outros benefícios trazem as bananas maduras?
O facto de terem compostos anti-cancerígenos deveria ser uma razão mais que suficiente para incluí-las com mais frequência na nossa dieta. Não obstante, para que não fique com dúvidas, apresentamos outros importantes benefícios que são conseguidos ao comer bananas maduras.
Boa saúde digestiva
Uma banana média contém até 3 gramas de fibra, que contribui para o bom funcionamento intestinal e facilita a circulação dos alimentos no trato digestivo. Supõe-se que é uma fonte natural de electrólitos, que, de um modo geral, são perdidos quando sofremos com diarreias. Também contém compostos prebióticos, como os fruto-oligossacarídeos, que ajudam a conservar as bactérias boas presentes no organismo.
Melhora a saúde cardiovascular
Por serem ricas em potássio, as bananas maduras diminuem as concentrações de sódio, que podem causar retenção de líquidos e afectar a saúde do coração. Em uma análise de 11 estudos publicados na revista “Journal of the American College of Cardiology”,determinou-se que as pessoas que introduzem alimentos ricos em potássio à dieta, poderiam reduzir os riscos de padecerem de acidentes cerebrovasculares e doenças coronárias.
Saúde dos ossos
Uma pesquisa realizada pelo Centro de Informação de Micronutrientes do Instituto Linus Pauling de Óregon (Estados Unidos) revelou que uma dieta rica em potássio diminui o risco de uma pessoa sofrer com osteoporose. As bananas maduras são fontes de potássio e, como se fosse pouco, os frutooligossacarídeos contribuem no aumento da absorção de cálcio, o que poderia, ao mesmo tempo, fortalecer os ossos.


16/08/15

Proteger as uvas: mais uma estratégia!

Prontas a colher!

Já tinha apresentado os sacos guarda-uvas (AQUI) para fazer face ao ataque dos pássaros. No entanto, com um maior número de cachos, o uso de sacos individuais torna-se pouco prático. Aparentemente, descobri involuntariamente um novo procedimento. Como as uvas estavam a ser atacadas por pequenos insetos, pulverizei-os com a mistura biológica que costumo usar para o pulgão: uma calda que resulta da fervura de sabão azul e branco com água.
Passadas duas semanas, verifiquei agora que os tais insetos não desapareceram totalmente. No entanto, todos os cachos em que apliquei a calda estão intactos, não tendo sido atacados nem pelos pássaros nem pelas vespas. Terei de fazer mais experiências para verificar se as conclusões são válidas ou se foi apenas um feliz acaso.
Questionar-se-á o leitor: e as uvas não ficam a saber a sabão? Postas de molho durante cinco minutos e lavadas a seguir em água corrente, ficaram excelentes!

Abraço de Azeitão e boas uvas para todos!

ChefAntónio