10/02/16

Iha do Príncipe - 4º dia: praia Banana, uma joia de lava e areia dourada!

Manhã do dia 26/1/2016
Praia Banana vista do miradouro da Roça Belo Monte.

Já tinha lido descrições, visto imagens, espreitado filmes. Mas estar lá, com os pés mimados pela água límpida e morna, ver o arvoredo debruçado sobre o mar e os blocos negros de lava (que fariam as delícias de Vulcano), sentir a chuva torrencial e tépida na pele, respirar a humidade intensa, é uma experiência de vida. 
Ninguém está preparado para uma coisa assim! Dei asas ao Adão há em mim… com parra, mas sem serpente à vista!
Única sombra neste paraíso: Dona Maria Correia da roça Ribeira Izé. Como vos disse antes, a lúbrica senhora escolhia os escravos mais fortes para satisfazer o seu apetite sexual, matando-os a seguir para que não dessem com a língua nos dentes. Diz-se que os atirava do miradouro da roça Belo Monte pelo penhasco em direção... à praia Banana!  Veja na imagem como tudo acontecia:
Será caso para dizer que antes patrão por uma noite do que escravo para toda a vida?

1. Antes de desembarcar:

2. Sai um biscoito de chocolate negro!

3. Sai um mil-folhas!

4. Postais ilustrados:

5. Na natureza, tudo se transforma...

6. Um coqueiro recosta-se numa poltrona de lava.

7. Sempre presentes, as entranhas da terra...

8. No interior, a floresta quente e húmida.

10. Logo a seguir à praia, a diversidade da floresta substituída por uma aborrecida monocultura de coqueiros para turista ver. Uma pena...

11. A chuva torrencial não impediu a Cecília de ir explorar as profundezas do oceano. Uma aventureira...

12. Mesmo antes de partir, umas imagens para mais tarde recordar!

13. O tempo voou e, quando menos esperava, era tempo de voltar ao "corvina". No coração, um duplo desejo: recordar para sempre as imagens e as emoções e... voltar!

Abraço cheio de emoções!
António

09/02/16

Iha do Príncipe - 4º dia: passeio de barco (parte I).

A água, a lava, o arvoredo luxuriante...

Penúltimo dia no Príncipe. Vamos lá experimentar o  drop off do resort. Nesta modalidade de excursão, o cliente escolhe um local que queira visitar e o hotel assegura o transporte (de jipe ou de barco) e o regresso à hora combinada.
E lá partimos para a praia Banana às 9h00 com regresso previsto para as 12h00. Como houve mais dois casais interessados no passeio que incluía paragem em várias praias (nós preferimos ficar apenas na Banana), o custo foi inferior ao inicialmente previsto.
O percurso efetuou-se ao longo da costa com a duração de cerca de meia hora. A luz, as formas e as cores (do céu, da vegetação, da areia, da lava, da água....) agarraram-se-me aos os olhos e a realidade, como um éden intocado, entrou-me de rompante pela alma dentro. O arquivo da memória encheu-se de momentos mágicos. Exagero? Aqui fica uma amostra.


Praia Burra, a maior comunidade piscatória da ilha do Príncipe. Parece que está a iniciar-se a construção de um hotel no local. Como aconteceu noutros sítios, será que os habitantes irão ser deslocados das casas? Criam-se postos de trabalho, essenciais para uma população que sofre os efeitos de uma dupla insularidade. Trata-se de um ecoprojeto, o que dá algumas garantias. Diz o provérbio que “não há bela sem senão”…
Bela mesmo é a praia como ela está. Aqui ficam as imagens que, espera-se, não sejam maculadas para sempre!


Prosseguiremos a nossa viagem amanhã e chegaremos à praia Banana, a tal do anúncio da Baccardi.
Abraço.
António

Ilha do Príncipe - 3º dia: visita à capital.

Visita realizada no dia 25/1/2016
Vista áerea da cidade

Com o cancelamento da expedição de 6 horas de subida ao longo do rio Papagaio, devido aos efeitos severos de uma tempestade ocorrida na véspera da nossa chegada, improvisámos uma visita à capital da ilha com almoço no Beira-Mar, que é aconselhável marcar de véspera com a D. Juditinha (tel. 9916310), senhora muito simpática e com um lindo sorriso.
Fizemos os oito quilómetros que vão do resort Bom Bom até à cidade de táxi (10€).
Com perto de 1400 pessoas, Santo António é a capital da ilha Príncipe. Nem o movimento constante das motas, feito de sons ronronantes, perturba a tranquilidade que emana da cidade, considerada a mais pequena do mundo. O verde da natureza e as cores vivas (das flores, sobretudo hibiscos, e do vestuário dos adolescentes) são pinceladas numa tela aconchegada pelas montanhas e mansamente atravessada pelo rio prestes a lançar-se nos braços do oceano…
Depois do almoço no Beira-Mar, continuação da visita à cidade em direção ao estádio de futebol, onde encontrámos bancas a vender jaca, banana-pão e um delicioso doce típico à base de coco com açúcar com um nome de fazer crescer água na boca: a açucarinha!

Praça Marcelo da Veiga: o Palácio do Governo e as vistosas palmeiras-leque.

A baía, único local na ilha onde vi lixo na praia...

O rio Papagaio, que atravessa a cidade. Um peixe anfíbio a vigiar-me...

Imponente, o pico Papagaio. Há uma expedição de sete horas que se pode fazer com guia.

Um almoço opíparo: depois de uma entrada com os melhores amendoins torrados que já comi, uma saborosa muqueca de peixe c/ arroz regada com Rosema (excelente cerveja santomense). À sobremesa, a que parece ser a fruta da época na cidade: uma perfumada e doce rodela de ananás. Preço total: 15€.

Aqui, o tempo, tanto o cronológico como o meteorológico, é uma borracha que vai apagando os vestígios da colonização...

A réplica do padrão do descobrimento foi o epilógo perfeito para esta incursão no espaço e no tempo.

Às 14h30, regresso ao Bom Bom na carrinha de transporte dos trabalhadores do resort.
A concluir o dia, a praia (sempre!) e safari fotográfico para recolher imagens para um post que vai chamar-se "cores do Príncipe".

Abraço e até amanhã com mais aventuras tropicais!
António
Imagem da vista aérea da cidade encontrada AQUI.