12/02/16

Iha do Príncipe: caminhada entre o resort e o aeroporto.

Tarde no dia 26/1, véspera da saída do Príncipe.

O percurso é simples: é só sair do resort em direção ao aeroporto. É uma caminhada segura que pode fazer-se gratuitamente e sem guia. No fundo, é uma estrada-passerelle de terra batida no meio da floresta tropical.

Humidade, mosquitos, vegetação luxuriante, sons dos pássaros, está lá tudo. E depois, há os pormenores: uma ave que passa, uma folha de cor diferentes, trepadeiras que parecem crescer a olhos vistos e até uma jaca ligada pelo seu cordão umbilical à progenitora...

Como choveu com abundância uma hora antes, fizemos apenas o caminho que o mau estado da estrada permitiu e não fomos até ao aeroporto. Ainda assim, conseguimos o que era previsto: ver e sentir a floresta de forma confortável. 
Obrigatório: termo com água, repelente para a mosquitagem e uns ténis de caminhada impermeáveis.

1. A floresta:

2. Árvores: monumentos vivos!


3. Depois da chuvada, a água corre por todo o lado como seiva fecundante...

Abraço.
António

10/02/16

Iha do Príncipe - 4º dia: praia Banana, uma joia de lava e areia dourada!

Manhã do dia 26/1/2016
Praia Banana vista do miradouro da Roça Belo Monte.

Já tinha lido descrições, visto imagens, espreitado filmes. Mas estar lá, com os pés mimados pela água límpida e morna, ver o arvoredo debruçado sobre o mar e os blocos negros de lava (que fariam as delícias de Vulcano), sentir a chuva torrencial e tépida na pele, respirar a humidade intensa, é uma experiência de vida. 
Ninguém está preparado para uma coisa assim! Dei asas ao Adão há em mim… com parra, mas sem serpente à vista!
Única sombra neste paraíso: Dona Maria Correia da roça Ribeira Izé. Como vos disse antes, a lúbrica senhora escolhia os escravos mais fortes para satisfazer o seu apetite sexual, matando-os a seguir para que não dessem com a língua nos dentes. Diz-se que os atirava do miradouro da roça Belo Monte pelo penhasco em direção... à praia Banana!  Veja na imagem como tudo acontecia:
Será caso para dizer que antes patrão por uma noite do que escravo para toda a vida?

1. Antes de desembarcar:

2. Sai um biscoito de chocolate negro!

3. Sai um mil-folhas!

4. Postais ilustrados:

5. Na natureza, tudo se transforma...

6. Um coqueiro recosta-se numa poltrona de lava.

7. Sempre presentes, as entranhas da terra...

8. No interior, a floresta quente e húmida.

10. Logo a seguir à praia, a diversidade da floresta substituída por uma aborrecida monocultura de coqueiros para turista ver. Uma pena...

11. A chuva torrencial não impediu a Cecília de ir explorar as profundezas do oceano. Uma aventureira...

12. Mesmo antes de partir, umas imagens para mais tarde recordar!

13. O tempo voou e, quando menos esperava, era tempo de voltar ao "corvina". No coração, um duplo desejo: recordar para sempre as imagens e as emoções e... voltar!

Abraço cheio de emoções!
António

09/02/16

Iha do Príncipe - 4º dia: passeio de barco (parte I).

A água, a lava, o arvoredo luxuriante...

Penúltimo dia no Príncipe. Vamos lá experimentar o  drop off do resort. Nesta modalidade de excursão, o cliente escolhe um local que queira visitar e o hotel assegura o transporte (de jipe ou de barco) e o regresso à hora combinada.
E lá partimos para a praia Banana às 9h00 com regresso previsto para as 12h00. Como houve mais dois casais interessados no passeio que incluía paragem em várias praias (nós preferimos ficar apenas na Banana), o custo foi inferior ao inicialmente previsto.
O percurso efetuou-se ao longo da costa com a duração de cerca de meia hora. A luz, as formas e as cores (do céu, da vegetação, da areia, da lava, da água....) agarraram-se-me aos os olhos e a realidade, como um éden intocado, entrou-me de rompante pela alma dentro. O arquivo da memória encheu-se de momentos mágicos. Exagero? Aqui fica uma amostra.


Praia Burra, a maior comunidade piscatória da ilha do Príncipe. Parece que está a iniciar-se a construção de um hotel no local. Como aconteceu noutros sítios, será que os habitantes irão ser deslocados das casas? Criam-se postos de trabalho, essenciais para uma população que sofre os efeitos de uma dupla insularidade. Trata-se de um ecoprojeto, o que dá algumas garantias. Diz o provérbio que “não há bela sem senão”…
Bela mesmo é a praia como ela está. Aqui ficam as imagens que, espera-se, não sejam maculadas para sempre!


Prosseguiremos a nossa viagem amanhã e chegaremos à praia Banana, a tal do anúncio da Baccardi.
Abraço.
António