16/05/17

De volta a S. Tomé 1: a viagem de ida (1.ª parte)

Ó pra ela, armada em vedeta...

 Adeus, Lisboa!

Olá, São Tomé, com direito a passadeira vermelha... para o presidente do país (cujo avião estava prestes a aterrar).

Depois de uma viagem algo atribulada em que TAP, acrónimo de T(rapalhadas), A(trasos) e P(orra  que é de mais!), é perita, cá chegámos, quase de rastos, a terras do equador. Amanhã conto tudo!
A viagem é de lazer e aventura com uma componente de missionário da língua portuguesa junto dos professores das escolas do ensino básico da cidade de São Tomé, em cooperação com os amigos Leigos para o Desenvolvimento.
Amanhã conto as peripécias da viagem e o dia (que se espera tranquilo) na capital.
Abraço.
ProfAP

04/05/17

Compota de amora c/ canela!


Comprada há 10 anos (bem cara, diga-se!), este ano, a minha amoreira decidiu portar-se bem e carregou-se de amoras doces e suculentas. O facto de não ter sido podada parece ter-lhe feito bem…
A abundância de frutos levou a que, pela primeira vez, me aventurasse na confeção desta compota muito simples. Um sucesso! O açúcar amarelo dá-lhe uma consistência gulosa; a canela, o toquezinho oriental que titila a imaginação.

Ingredientes:
.1 quilo de amoras bem maduras inteiras (lavadas e sem pedúnculos)
.500 g de açúcar amarelo
.2 paus de canela

Preparação:
1. Junte todos os ingredientes num tacho antiaderente e mexa bem.
2. Quando começar a ferver, baixe o lume para o mínimo e deixe apurar até estar com a consistência desejada (60 a 70 minutos)
3. Ainda quente, coloque em frascos de vidro previamente esterilizados e feche-os logo de seguida.
4. Deixe arrefecer e, como tem menos açúcar, guarde no frigorífico. Conservar-se-á pelos menos seis meses.
5. Pode comer:
                        no pão a acompanhar um café acabado de fazer;
                        com uma bola gelado;
                 com uma banana bem madura partida ao meio (longitudinalmente), como na imagem.

Bon appétit!

ChefAntónio

26/04/17

Migas de alho-francês!

Com a proposta de hoje, trago-lhe um acompanhamento (inspirado na cozinha tradicional alentejana), fácil de confecionar e muuuito saboroso. O chouriço de frango (também há de peru), com menos gordura do que o tradicional, pode ser retirado, mas não será a mesma coisa…

Ingredientes para 4 doses:
.4 papo-secos molhados e espremidos (em puré)
.2 alhos-franceses médios (ou um grande). Só a parte branca cortada finamente (tipo caldo verde)
.10 fatias de chouriço (cortadas muito finamente e partidas ao meio).
.3 dentes de alho (esmagados em puré)
.1 bom molho de coentros picadinhos
.cominhos em pó e pimenta-preta moída no momento (1 colher de café de cada)
.5 colheres de sopa de azeite virgem
.1 colher de chá de sal

Preparação:
1. Numa frigideira antiaderente, deixe as rodelinhas de chouriço estrugirem, no azeite já quente, em lume médio, até ficarem estaladiças (cerca de 3 minutos).
2. Retire o chouriço e reserve.
3. Junte o alho-francês ao azeite e deixe estufar 8 minutos em lume médio, mexendo de vez em quando.
4. Junte os alhos, envolve bem e deixe apurar mais 2 minutos.
5. Junte o puré de pão e tempere com o sal, os cominhos e a pimenta e um pouco da água em que demolhou o pão até obter a consistência desejada.
6. Adicione o chouriço e envolva tudo, deixando apurar mais 3 minutos.
7. Junte os coentros ao preparado, mexendo bem durante 2 minutos.
8. Sirva de imediato.

Bom apetite!
ChefAntónio

24/04/17

Um mês antes já se sabia que Eder ia marcar o golo na final contra a França!

No "Portugal Allez", no dia 12/06, Regis Dupont, jornalista do L'Équipe fez o prognóstico do jogo da final do EURO 2016, onde aposta num jogo entre Portugal e França com golo de Éder. Nuno Matos faz o relato, futurista até então da final do Euro 2016, que se veio a concretizar.

Aí fica o momento da previsão:
Quand un journaliste annonce qu'Eder marquera contre la France (12 juin 2016).

20/04/17

Jardins Suspensos da Capuchinha em Azeitão!


Se pouco se sabe sobre os Jardins Suspensos da Babilónia (uma das sete maravilhas do mundo antigo), sobre os que montei aqui na horta, conto-vos tudo.
A capuchinha, rainha das plantas comestíveis, é uma espécie trepadeira, mas a sua fragilidade dificulta o encaminhamento das hastes tenras. E aí surgiu a ideia: se é difícil fazê-la trepar, porque não suspendê-la?
Recorrendo a baldes velhos, enchi-os de terra, coloquei-lhes algumas sementes e pendurei-os na latada das parreiras e nos troncos das laranjeiras. A chuva e a primavera fizeram o resto. E aí está o resultado nas fotos! 
A planta desenvolve-se em solos pobres e resiste às pragas, ou seja, é uma superplanta biológica em que tudo se pode consumir: as folhas tenras (em saladas), as flores (em saladas, sobre patês e ficam deliciosas fritas com polme), as sementes ainda verdes são um excelente substituto da alcaparra. Há registos (do hortelão de Luís XIV) do uso dos botões das flores em picles.

Com propriedades digestivas, a capuchinha (também conhecida como nastúrcio, agrião-grande-do-méxico, agrião-do-peru e agrião-da-índia, pelo seu sabor a agrião ligeiramente apimentado) é rica em flavonoides, vitamina C e ferro.

Veja no blogue:

Abraço e bons vegetais na alimentação!
ChefAntónio



28/02/17

Caldo de espargos c/ coentros e presunto!


Com a chuva caída há uma semana, seguida de uma subida da temperatura, a floresta que há junto à minha horta encheu-se de plantas e rebentos tenros, entre eles os espargos que costumo colher.

Para variar, confecionei hoje um caldo de espargos muito saboroso. Com o marcante sabor dos espargos, não foi necessário juntar batata. Apenas cebolas e alhos. 
A associação entre os espargos e o presunto resultou em cheio! Se não abdica de um prato 100% vegetariano, pode retirar o presunto, mas não é a mesma coisa…

Ingredientes para 4 doses:
.160 g de espargos frescos (selvagens ou cultivados);
.2 cebolas médias (picadas);
.3 dentes de alho (picados);
.4 colheres de sopa coentros picados;

.2 colheres de sopa de presunto cortados em tiras finas;
.4 colheres de sopa de azeite virgem;
.cominhos moídos e pimenta-preta moída no momento (1 colher de café de cada);
.1 colher de chá de sal
.1 l de água;
.fatias finas de pão caseiro torradas.

Preparação:
1. Deixe as cebolas e os alhos estufarem no azeite em lume médio durante 3 minutos, mexendo de vez em quando.
2. Junte os espargos picados, mexa e deixe apurar mais 2 minutos. 
Nota: Guarde alguns espargos (duas colheres de sopa) para juntar no final.
3. Junte a água (a ferver), os cominhos, a pimenta e o sal e deixe cozer durante 20 minutos.
4. Triture o preparado e junte os coentros e alguns espargos picados.
5. Passados 3 minutos, desligue o lume e deixe repousar 5 minutos.
6. Sirva com coentros picados, as tiras de presunto e pedacinhos de pão torrado.

Bom apetite!
ChefAntónio

17/02/17

Dia Mundial do Gato: porque é que os bichanos não gostam de banhos?


O seu gato até pode gostar de brincar com a água que tem na taça ou beber da torneira, mas tem razões para não gostar de banhos.

Hoje, 17 de fevereiro, assinala-se o Dia Mundial do Gato – animal que também tem um Dia Internacional celebrado a 8 de agosto – e aproveitamos para esclarecer porque é que a maior parte dos gatos parece não gostar muito de água e especialmente de banhos.
Muitos gatos são fascinados pela água e podem até gostar de mergulhar as patas na banheira ou meter as cabeças debaixo da torneira para beber. Determinadas raças de gatos domésticos até gostam de nadar.
No entanto, mesmo que consigam nadar tão bem como os cães, os gatos provavelmente não terão interesse em nadar ou tomar banho. Mas porquê?
O site Mother Nature Network conta que os cientistas e especialistas em comportamento acreditam que há várias razões para esta relação complicada que os gatos têm com a água.
A primeira é a evolução. Os gatos domésticos descendem dos gatos arábes selvagens, que viviam em regiões secas onde praticamente não podiam ou precisavam de nadar. Por isso os gatos nunca aprenderam a nadar nem têm necessidade de o fazer.
Os felinos também estão sempre à procura de potenciais perigos e querem permanecer em boa forma no caso de terem de lutar ou fugir. No entanto, quando o seu pelo fica molhado, o animal fica mais pesado e isso compromete a sua agilidade e torna-o vulnerável a ataques.
A ocorrência de más experiências (ou a falta de experiência) é outra razão para os gatos não gostarem de água. Se o gato já foi obrigado a tomar banho e até de uma forma agressiva, é normal que não seja grande fã.
Além disso a água bloqueia a sua libertação de feromonas e os pelos demoram muito tempo a secar, tornando a experiência do banho ainda mais desagradável.
Como os gatos são criaturas de hábitos e não gostam de surpresas, a melhor forma de habituá-los ao banho e dar-lhe banhos calmos de água morna desde bebé.