
Com o clima quente e húmido e a chuva, é “um ver se te
avias” a lavar t-shirts e a pô-las a secar nos cabides! Há umas nodoazitas que não querem sair e se vão acumulando de lavagem para lavagem, mas nada de grave. Medalhas de voluntário...
Hoje, o ambiente aqui no alojamento está menos animado. O meu colega de missão António Raposo (o "fuzo”, pois foi fuzileiro
na vida ativa) regressou a Lisboa. Embora nos conhecêssemos desde a formação de
voluntariado (colegas de turma) e dos encontros mensais na Gulbenkian, esse conhecimento era
superficial. Nestas duas semanas em que partilhámos o alojamento pude
aperceber-me das suas qualidades, em particular da notável
capacidade de relacionamento. Embora
muito diferentes em vários aspetos, mantivemos um nível comunicação
profícuo e aprendi umas coisas com ele. Também levou da minha parte umas boas “secas”
de língua portuguesa (quando me fazia perguntas e mesmo quando não as fazia...) e de crioulo guineense, pois fiz questão partilhar (todos os serões!) os conhecimentos que tenho vindo a aprender com os alunos. Apesar de protestar, penso que aprendeu umas coisitas.
Já a
esperança que a Nucha (a esposa) tinha de que aprendesse a cozinhar umas coisas
comigo foi vã. Quem sabe se, numa próxima missão, não vou tê-lo a preparar uma
esparguetada com molho à António (não ele, mas eu) e uma salada de beterraba
cozida no ponto e temperada com azeite, vinagre balsâmico e coentros, enquanto
espero à mesa na companhia de uma cerveja fresca e uns amendoins torrados...
Abraço para todos mas em especial para o meu amigo
fuzo!
ProfAP
ProfAP