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30/01/14

valeriana: a sua salada sofisticada!

 
Viçosa na minha horta...
 
...apetitosa no prato, com um ligeiro sabor a avelã, ontem ao jantar!

Quando se fala em valeriana, pensa-se na planta medicinal da família das valerianáceas, que produz flores cor-de-rosa, que pode alcançar cerca de 1 metro de altura, cujas raízes podem ser utilizadas em preparações para tratar insónias, nervosismo, hipertensão arterial, ansiedade, angústia, enxaquecas, etc.
A valeriana que vos trago é outra (valerianela locusta) e pode ter muitas designações: valerianela, salada-de-milho, alface-cordeirinho, alface-de-coelho, alface-de-cordeiro, alface-de-terra, saboia, valeriana-hortense, valerianinha, fetticus, alface-do-campo, rapunzel e alface-de-ovelha (ou cordeiro). Este último nome é utilizado em Inglaterra porque as ovelhas gostam muito deste tipo de folhas.
Trata-se de uma pequena planta anual cultivada desde o tempo dos romanos. Era utilizada por camponeses europeus, até que o jardineiro real do rei Luís XIV a apresentou ao mundo. Também tem sido utilizada como alimento no reino britânico há muitos séculos e já aparece no herbário de John Gerard, médico e botânico inglês que viveu entre 1545 e 1611, em 1597. Mas só se tornou comercial em 1980.
Esta planta era muito consumida no inverno, como salada de inverno, pelos alemães, franceses e italianos. O nome  salada-de-milho é utilizado porque aparecia muito nos campos de milho, depois das colheitas.
Utilização
A valeriana é rica em vitamina C, A, betacaroteno, vitamina B6 e B9, vitamina E, ómega 3, ferro, caliço e fibra. A melhor época de consumo é no inverno e no princípio da primavera. Pode ser usada na salada com outros legumes, por vezes é utilizada em omeletas. Também é cozinhada com espinafres.
É uma excelente planta para substituir a alface no inverno e adapta-se bem a baixas temperaturas.