08/12/18

Colheita da batata-doce!

Um espetáculo de cores, formas e luz!

Depois de uma espera de quase cinco meses, foi hoje o dia da colheita da batata-doce.

Este ano, seguindo o método de um agricultor brasileiro (que vi no Youtube), em vez de plantar a rama de batata-doce no solo, fi-lo em sacos reutilizados, que enchi de terra e composto vegetal produzido cá na horta.
Tudo a postos!

Mal abri o primeiro saco, o fruto do trabalho e dedicação investidos ao longo de meses...

Prontas para a lavagem!

Com este novo método, por um lado, foi mais fácil recolher folhas e rebentos para cozinhados; por outro, foi muito mais confortável a colheita final das raízes.
A produção foi um sucesso!

Abraço.
ChefAntónio


06/11/18

Lura - "Nha Vida"


A força do amor...

Lura (nascida em Lisboa em 31 de julho de 1975) é uma cantora de ascendência cabo-verdiana.
O seu envolvimento no meio artístico começou cedo com participações em projetos teatrais e corais. A sua carreira como cantora despontou em 1996, aos 21 anos, quando gravou seu primeiro álbum, cuja canção título, Nha Vida, foi um sucesso imediato e que lhe rendeu um convite para participar no projeto discográfico Red Hot + Lisbon que reuniu grandes nomes da música lusófona. Em 1998, acompanhou Cesária Évora, o maior nome da música cabo-verdiana, em dois importantes projetos: abriu os espetáculos daquela cantora na Expo'98 e participou, em Paris, da série de concertos do projeto 'Cesária & friends'.
Tendo aprendido o crioulo cabo-verdiano com os seus colegas de escola e familiares, em pouco tempo Lura já era capaz de falar fluentemente e também compor nessa língua-símbolo de Cabo Verde, que hoje a cantora considera como sendo a sua língua materna.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lura

Curcuma - usos e benefícios!

CURCUMA (no Brasil, cúrcuma).
Conhecida também como açafrão-da-terra, turmérico, raiz-de-sol, açafrão-da-índia, açafroa e gengibre amarelo, é da família do gengibre e originária da Ásia.


Com o propósito de reduzir a quantidade de sal consumido, explorar o vasto mundo das especiarias é algo bastante aconselhado. Seja pimentas, ervas aromáticas ou limão, vai certamente dar um sabor bem mais próprio às suas refeições, mas há mais motivos por que deve apostar nas especiarias.
Aquela de que aqui falamos é a curcuma, já que os seus benefícios são ainda maiores na altura do inverno, em que também a alimentação serve de barreira às gripes.
Vendida em pó de tom amarelo vivo, vai garantir um sabor bastante próprio, além de dar literalmente cor aos pratos, e estes são só os pontos mais básicos quando se fala desta especiaria que pode ser explorada a par do gengibre ou laranja, para um sabor bem marcante.
No combate às gripes, a curcuma surge como opção bastante viável, dizem os especialistas e apoiantes da medicina ayurvédica, que aconselham a que se misture o pó com mel – um antibiótico natural ideal para a prevenção de estados gripais.
Também em formato de chá, a curcuma garante benefícios, especificamente nas alturas de maior variação de temperatura, uma vez que a bebida é anti-inflamatória além de rica em antioxidantes que ajudam a proteger o corpo de agressões externas. Existem chás já em saquetas que contam com esta especiaria, mas se preferir pode preparar a infusão em casa misturando à agua quente limão, cardamomo e chá verde, por exemplo.
Já na área da beleza, apontam-se os benefícios da curcuma como método natural para branquear os dentes: basta preparar uma ‘pasta’ de óleo de coco e esta especiaria e lavar normalmente os dentes, depois, lave com a pasta dentífrica que normalmente usa. O efeito branqueador deve-se ao seu poder anti bacteriano, garante a Pure Wow.
Por fim, há quem se aventure numa máscara facial de curcuma, também pelo efeito bacteriano que a mesma garante e resulta num aspeto bastante brilhante. A quem quer experimentar, deve juntar duas colheres de sopa de leite de arroz à mesma quantidade de iogurte natural, mel e ¼ de colher de sopa de curcuma. Misture, aplique no rosto, esfregue bem, espere 15 minutos e lave bem a cara.

04/11/18

Missão Cabo Verde XXVI: Subida ao Monte Verde!

Ao longe, envolto em neblina, o objetivo!

O Monte Verde é o ponto mais elevado da ilha de São Vicente, com 750 metros de altitude, e situado a cerca de 8 km do Mindelo, capital da ilha. Segundo todos os guias turísticos, ponto de passagem obrigatório para quem visita a ilha.
O Monte Verde está classificado como Parque Natural, com 312 hectares, sendo o único representante de zona sub-húmida de São Vicente. A incidência de humidade na plataforma do topo é um responsável por surpreendente microclima que contrasta com a aridez das outras zonas da ilha.
O Monte Verde é formado por tufos vulcânicos recortados por filões basálticos.

Uma semana depois da expedição ao Alto Martins, fizemos, com o mesmo grupo e mais alguns amigos, esta subida ao Monte Verde.
Pouco depois da saída da Ribeira da Craquinha, tivemos uma boleia numa pick-up que nos levou, em grande velocidade, por caminhos pedregosos de terra vermelha, ao ritmo uma batida musical no som máximo!
Apeados do turbulento meio de locomoção, iniciámos a caminhada em direção à montanha, por veredas estreitas e caminhos tortuosos. Grau de dificuldade elevado, paisagens e contacto com a natureza, magníficos!
Tudo teve de ser carregado: água, alimentos (para confecionar o pequeno-almoço e o almoço), panelas e lenha.

Numa paragem, surgiu-nos, por entre as rochas, o Pablo na versão "guerreiro da montanha". Depois, acompanhou-nos na expedição.

 Solitária e imponente, uma palmeira no vale...

 A avançar por caminhos de cabras, com a vegetação a marcar presença graças à chuva dos últimos dias.


 O Vady, com uma interessante história de vida, a posar para a posteridade.

À medida que subíamos, a visibilidade reduzia-se...

Ao longo do caminho, muita conversa, alegria, prazer de estar com o próximo e muuuitos momentos a posar para a objetiva... 

 Junto a uma casa abandonada, uma zona abrigada deu-nos as condições para cozinhar. Aqui, o pequeno-almoço. Mais tarde, no mesmo espaço, o almoço. Tudo feito e consumido na hora.

 Terminado o pequeno-almoço, continuámos em direção ao ponto mais alto.

Já no topo: Andi (em baixo), Pablo, Máxi, Bia, eu e o Djay. 

 Na varanda da montanha, a avaliar a paisagem...

 Tirando partido de um microclima húmido, único na ilha, cultiva-se, em socalcos, um pouco de tudo: feijão de diferentes espécies, batata-doce, batata-inglesa, abóbora, milho...

 No ponto mais alto, como um marco geodésico, o Pablo.

 Depois do almoço, conversas cruzadas, jogos e descontração. Ainda não foi desta que me iniciei no xadrez...

 A foto com o grupo da aventura (quase completo).

 À volta, sempre presente, bela e imponente, a natureza vulcânica do terreno.

 Depois de atravessar caminhos de terra batida, um momento de pausa na estrada, sobre as pedras aquecidas pelo sol do fim da tarde.

 Passagem por uma das raras zonas com árvores (poucas), onde também há uma nascente. Nome deste local: a floresta! ;)

Quase no fim da aventura...

Num cenário irrealista, o sol a despedir-se do dia...

Chegámos à Ribeira da Craquinha já de noite, cansados mas felizes pela aventura. 
Foi um momento alto com pessoas interessantes que vou guardar na memória.

Já em Portugal, mas com uma parte do coração em São Vicente.
António

02/11/18

Folhas e rebentos de batata-doce estufados!


Aprendi nas missões de voluntariado em África a usar estas folhas, sobretudo na Guiné-Bissau.
Curiosamente, estudos recentes provam que as folhas de batata-doce têm mais nutrientes do que a raiz, sendo uma pena desperdiçar este recurso, de sabor suave, com propriedades antioxidantes e rico em vitaminas (A, C, B2 e K) e minerais (cálcio, ferro, zinco e ferro).
As folhas podem ser cozidas, estufadas, refogadas, usadas em sopas e caldeiradas de carne ou peixe e até em saladas (apenas as mais tenras) ou chá!
Para o estufado de hoje todas as folhas (mais tenras e menos tenras) podem ser utilizadas. No entanto, por ser mais rija, deve cortar a haste que liga a folha ao tronco da planta. 

O resultado é muito saboroso e pode acompanhar carne (assada, frita ou grelhada) ou apenas arroz para quem é vegetariano.

Ingredientes para 4 doses:
.8 chávenas cheias de folhas
.3 dentes de alho
.4 colheres de sopa de azeite
.sal
.1 colher de café de pimenta-preta
.1 colher de chá de cominhos moídos (opcional)

Preparação:
1. Lave bem as folhas e corte-as finamente.
2. Num tacho (ou frigideira) antiaderente, junte ao azeite os alhos esmagados em puré, e deixe apurar durante 30 segundos, mexendo sempre para não queimar.
3. Junte as folhas e misture-as bem com o azeite e o alho.
4. Acrescente uma pitada de sal, a pimenta e, se tiver, os cominhos.
5. Envolva bem, tape o tacho e deixe estufar em lume baixo, mexendo de vez em quando para não agarrar ao fundo.
6. Passados cerca de 12 minutos, sendo necessário, retifique os temperos e desligue o lume.
7. Sirva de imediato!

Bon appétit!
ChefAntónio
Fonte consultada: http://saudembeleza.blogspot.com/2017/07/beneficios-das-folhas-de-batata-doce.html

28/10/18

Compota de marmelo c/ bagas góji.



Comprei há cinco anos uns arbustos de bagas góji. Este ano, pela primeira vez, tive uma produção significativa de bagas. 

Como as temperaturas de outono não permitem secá-las ao sol, decidi incorporá-las, com os marmelos também cá da horta, numa receita doce: 
compota de marmelo com bagas góji

Aposta ganha, pois a acidez perfumada do marmelo casou na perfeição com o sabor exótico das bagas!
Nota: Pode substituir as bagas gógi frescas por bagas secas (postas previamente de molho), amêndoas, nozes, caju ou que a imaginação ditar…

Ingredientes:
.1 kg de marmelo (com casca, mas sem as sementes)
.1/2 kg de açúcar (usei açúcar amarelo)
.2 paus de canela
.150 g de bagas de góji frescas

Preparação:
1. Coza os marmelos (cortados em pequenos cubos) durante 20 minutos,
 2. Retire-os da água e esmague-os em puré com um garfo.
2. Num tacho antiaderente, junte ao puré de marmelo, as bagas, o açúcar e a canela.
3. Deixe ferver durante cerca de uma hora em lume baixo, mexendo de vez em quando. Se necessário, adicione água da cozedura do marmelo.
4. Desligue o lume e coloque de imediato a compota em recipientes de vidro.
5. Deixe arrefecer, tape e, considerando o corte efetuado no açúcar, guarde no frigorífico.

Bon appétit!
ChefAntónio

20/10/18

Moamba de galinha c/ funge!

Hoje ao almoço!
O prato de hoje, resultado da adaptação de uma receita da chef angolana Sandra Nobre, é uma homenagem à D. Filó, uma amiga que entrou no meu coração no passado mês de setembro, no âmbito de uma missão de voluntariado em São Vicente (Cabo Verde), mais exatamente no bairro da Pedra Rolada, nos subúrbios da cidade do Mindelo.
A D. Filó nasceu em Angola, mas emigrou muito jovem para Cabo Verde. Prometi-lhe esta receita, um hino sublime à gastronomia à gastronomia do seu país de origem, e aqui está ela!
Por outro lado, o petisco também é dedicado aos muitos amigos de Bissau (onde já fiz duas missões de voluntariado), pois parte dos quiabos (os mais claros e bojudos) são de sementes que me foram enviadas pelo Lona, uma pessoa muito interessante e um amigo muito especial, oficial do exército guineense. Depois de várias tentativas, consegui, numa estufa artesanal, produzir dois sacos de quiabos tenros e suculentos que congelei e usei hoje pela primeira vez.

A. Ingredientes para 4 a 5 doses:
.4 coxas de frango
.1 beringela grande cortada em cubos pequenos
.1 tomate grande picado 
.3 colheres de sopa de azeite
.2 colheres de sopa de óleo de palma
.12 quiabos tenros
.1 cebola grande cortada em meias-luas finas
.3 dentes de alho esmagados em puré
.1 folha de louro
.1 malagueta (sem sementes se quiser uma moamba mais suave, mas com se gostar dela picante)
.sal e pimenta preta
.200 g de farinha de mandioca
.100 g de farinha de trigo
Nota: O óleo de palma dá um sabor especial à receita, mas pode substituir-se por azeite.

B. PREPARAÇÃO:
1. Corte as coxas em 2 ou 3 pedaços, tempere-as com um pouco de sal e pimenta e aguarde 10 minutos. Se usar coxas congeladas, tem de esperar que descongelem antes de as partir e temperar.
2. Num tacho grande (ou panela), junte os alhos com o azeite e deixe frigir uns momentos em lume médio.
3. Junte o frango, mexendo com frequência para o alho não queimar. Deixa alourar durante cerca de 5 minutos e retire o frango do tacho.
4. No azeite que ficou no tacho, refogue a cebola com a folha de louro.
5. Junte o óleo de palma, a beringela e a malagueta picada e deixe apurar durante 3 minutos.
6. Acrescente o tomate, mexa bem e deixe cozinhar durante mais 5 minutos.
7. Junte o frango, cubra com água quente e deixe cozinhar até a carne estar tenra (cerca de 1 hora).
8. Finalmente, junte os quiabos inteiros e deixe apurar mais 10 minutos, retifique o sal e está pronta a moamba!

9. Enquanto os quiabos cozem, prepare o FUNGE:
. Misture as duas farinhas e peneire-as.
. Dilua cerca de ¼ da farinha em água fria.
. Leve ao lume, junte água a ferver e vá juntando a farinha, mexendo sempre.
. Tempere com um pouco de sal e bata bem o preparado até ficar com a textura desejada e sem grumos.

10. Sirva a moamba com uma boa dose de funge e acompanhe com uma cerveja bem fresca!

Bom apetite!
ChefAntónio