12/06/18

Ervas aromáticas e chás da minha horta!

Segurelha e tomilho-limão

Como modesta mas importante fonte de financiamento para a próxima missão de voluntariado em Cabo Verde (São Vicente), além dos doces bio produzidos com os frutos que vou tendo na horta, comecei a aprofundar o cultivo diversificado de ervas aromáticas e plantas para infusão. Depois de secas, são embaladas e etiquetadas.
Hortelã-chocolate, poejo, calaminta, cidreira e lúcia-lima

Funcho, alecrim e manjericão

Manjerona, salva e flor de salva

Flor de laranjeira pronta a usar!

Depois de analisar a composição de várias marcas conhecidas de especiarias e as características das plantas, criei duas misturas com aromas e sabores interessantes: uma para carne, outra para peixe. As plantas são cortadas em pedaços pequenos, secas num sítio quente, mas não expostas diretamente ao sol, preservando-lhes assim a cor e o sabor. A seguir, são trituradas e embaladas.
.Para PEIXE (no forno/grelhado), PIZAS e PRATOS C/ QUEIJO:  funcho, salsa, manjericão, cebolinho, tomilho-limão, calaminta, orégãos e estragão;
.Para CARNES (grelhadas ou assadas no forno): alecrim, louro, tomilho-alcarávia, salva, sementes de mostarda e manjerona.

Para marinadas, sopas e refogados: rama de alho e de cebola, flor de aipo e flor de salsa. Excelente sabor!

Abraço.
ChefAP

03/06/18

Conhece o tupinambo?

Das pradarias do Canadá até à minha horta!


No mundo em que a diversidade vegetal está cada vez mais ameaçada, sobretudo nas plantas comestíveis, vivi hoje a emoção de encontrar à venda no mercado de Azeitão uma espécie pouco conhecida de que já tinha ouvido falar, mas que nunca tinha visto ao vivo: o tupinambo. Adquiri algumas plantas (na imagem) e partilho a seguir as informações que encontrei sobre este interessante alimento.  
Embora o termo tenha origem nos Tupinambás (povos indígenas que viviam no Brasil), o tupinambo, também conhecido como girassol-batateiro e alcachofra-girassol, é uma planta nativa da América do Norte.
Pode atingir os três metros de altura, sendo as suas raízes (tubérculos) comestíveis. As flores amarelas, como se de um malmequer se tratasse, também são comestíveis.
Existem variedades com tubérculos brancos, vermelhos ou violetas.
Imagem encontrada AQUI.

Muitas vezes, o tupinambo é usado em jardins de forma ornamental, mas a maioria das pessoas desconhecem que as suas raízes são comestíveis.
Desenvolvendo-se debaixo como a batata, este tubérculo, extremamente rico em vitaminas A, B3, C, ferro, cobre, fósforo, magnésio, zinco e potássio, é energético e deve ser consumido por diabéticos, pois a sua substância de reserva é a insulina que se encontra próxima da frutose e não influencia os valores de glicemia no sangue.
O tupinambo deve ser consumido quando chega à maturidade, isto é, apenas quando a parte aérea da planta estiver seca, de diferentes formas: cru ou ralado em saladas ou cozinhado como a batata (frito, cozido, assado, purés, etc.).
Cresce de forma espontânea nas pradarias do Canadá e do nordeste dos Estados Unidos e julga-se ter sido descoberta por Samuel Champlain, navegador e explorador que escreveu no séc. XVII sobre a vida e os costumes dos Índios, que descobriu que alguns nativos do Canadá utilizavam o tupinambo na sua alimentação. Terá sido Champlain quem primeiro trouxe este alimento para a Europa em 1625, tendo-se este difundido mais rapidamente do que a batata, tanto como planta forrageira como para alimentação humana. Depois, parece ter caído no esquecimento, dando lugar à grande popularidade da batata.
Atualmente, o tupinambo parece voltar a estar em voga, sobretudo nos meios da permacultura e da agricultura biológica, por ser uma planta de fácil cultivo, mesmo em solos pouco férteis, resistente à seca, ao frio e a doenças e predadores.

Abraço.
ChefAntónio

31/05/18

Compota de amora c/ canela!


Eis a nossa compota no papel de cereja no topo do bolo, neste caso, sorvete de limão!

Como aconteceu com as nêsperas, também a produção de amoras foi fraca este ano. Ainda assim, o suficiente para confecionar uma dúzia de frascos de compota.

A receita é muito simples e poderá ser replicada com outros frutos vermelhos: morangos, groselhas, mirtilos, framboesas…

Compota de amora c/ canela!
Ingredientes
Modo de preparação
.1 kg de amoras
.500 g de açúcar amarelo
. sumo de 1 limão
.2 paus de canela

1. Coloque num tacho antiaderente as amoras inteiras, junte-lhes os restantes ingredientes e mexa bem.
2. Quando levantar fervura, baixe o lume para o mínimo e deixe apurar, mexendo de vez em quando. Sendo necessário, junte água ao preparado, para que, no final, a compota fique com um pouco de calda.
3. Quando atingir a consistência desejada (cerca de 1 hora e meia), desligue o lume e ponha a compota ainda quente em frascos de vidro esterilizados e coloque-lhes a tampas
4. Depois de frios, guarde-os no frigorífico.

Abraço
ChefAP

Longe dos seus, com os olhos no futuro!

O prazer do reencontro com jovens amigos guineenses: Vanessa, Braima (o 1º na mesa, à esquerda), Abdu (3.º) e Ednilson (4.º). Na mesa estava também um jovem timorense.


No âmbito do encontro “Dar Voz a Experiências de Mentoring”, promovido pela Universidade de Aveiro (UA), no passado dia 19/5, tive oportunidade de rever, com muita satisfação, três jovens da turma de aprofundamento de conhecimentos de língua portuguesa que orientei em Bissau em agosto/setembro de 2016.
Além de representantes de vários departamentos /estruturas da UA, participaram no encontro uma comitiva da “Ser Mais Valia” (associação de voluntariado de que faço parte), a presidente da associação “Novo Futuro em S. Tomé e Príncipe” e jovens de vários países lusófonos, sobretudo de Timor-Leste e Guiné-Bissau. 
Nunca me tinha dado conta das dificuldades que estes jovens têm de ultrapassar. São-lhes atribuídas as bolsas e de imediato começam as provações.
Conseguir o visto (do país que lhes concedeu as bolsas…) é um processo complicado e demorado. Alguns só entram nas turmas perto do final de novembro. Se juntarmos a esse absurdo o “detalhe” de lhes ser retirada a bolsa se não tiverem aproveitamento, está feito o caldinho…
Perceber o que os professores dizem, pela rapidez com que falam e pelo fechamento/desaparecimento de algumas vogais, é outro desafio.
Chegar de um país de um país tropical e cair no inverno de Trás-os-Montes, como aconteceu com um jovem guineense, é obra!
Ficou claro para todos os participantes que deveria haver um acompanhamento dos jovens na resolução das burocracias e na receção no aeroporto e encaminhamento e integração no estabelecimento de ensino.
Saúde-se o facto de os bolseiros se sentirem apoiados e ajudados pelos colegas de turma e não terem sentido qualquer discriminação ou preconceito.
Apesar do desânimo inicial (e até vontade de desistir e voltar aos países de origem), sentem que estão a dar a volta por cima e acreditam num futuro com sucesso.

Que assim seja!
ProfAP

Obs.: A “Ser Mais Valia”, no âmbito do projeto “Kipor Mentoring”, tem vários dos seus voluntários a acompanhar os jovens guineenses que receberam bolsas desde 2016, dando-lhes apoio técnico (nos cursos que estão a frequentar e nas competências essenciais de língua portuguesa) e anímico (ter alguém disponível para conversar, desabafar, ou seja, um ombro amigo sénior, pode fazer toda a diferença).

30/05/18

Dos produtos da horta à delícia final!

Num ano péssimo para a produção de nêsperas, ter na horta uma dezena árvores de diferentes espécies permitiu-me colher alguns frutos para consumo e para compotas.
Frutos com pedrado...

... frutos saudáveis!

Este ano, ajustei uma receita já antes testada, juntando-lhe sumo de lima. Aposta ganha! O doce dilui-se no sabor suavemente cítrico da lúcia-lima e funde-se na frescura da lima. Uma verdadeira sobremesa em que as metades de nêspera navegam felizes numa calda de aromas e sabores que seduzem o palato mais exigente... 
Sirva-se simples, com gelado ou mesmo sobre uma fatia de pão de ló seco.

Compota de nêspera 
em calda de lúcia-lima e lima!
Ingredientes 
Modo de preparação
.500 g de nêsperas (pesadas sem caroço e sem pele)
.250 g de açúcar amarelo
. sumo de 1 lima
.200 ml de infusão (forte) de lúcia-lima
.1 pau de canela
1. Parta as nêsperas em metades e retire os caroços, a pele exterior e as películas do interior (junto ao caroço).
2. Coloque num tacho antiaderente as nêsperas e junte-lhes os restantes ingredientes.
3. Quando levantar fervura, baixe o lume para o mínimo e deixe apurar, mexendo de vez em quando. Sendo necessário, junte mais infusão de lúcia-lima.
4. Quando atingir a consistência desejada (cerca de 1 hora e meia), desligue o lume e ponha a compota ainda quente em frascos de vidro previamente esterilizados e coloque-lhes as tampas
5. Quando estiverem frios, guarde os frascos no frigorífico, onde se conservarão durante muitos meses.

Abraço doce!
ChefAP

28/05/18

Sumo de tomate enriquecido: uma receita deliciosa!

Ficou assim: uma tentação de cor e sabor!

A proposta de hoje é uma delícia bem saudável, situada entre o sumo de tomate e o gaspacho. Pode ser uma excelente entrada como uma sopa.

Ingredientes para  4 copos
Modo de preparação
.6 tomates bem maduros (frescos, congelados ou enlatados) sem pele
.1 colher de sopa de azeite virgem extra
. 1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto
.350 ml de água gelada
.1 colher de café de sal ou flor de sal
1. Corte o tomate aos pedaços e junte-lhe os restantes ingredientes.
2. Triture tudo muito bem e sirva(-se) de imediato!


De acordo com um estudo, publicado no periódico Nutrition (AQUI), beber diariamente sumo de tomate contribui o sumo de tomate reduz o perímetro abdominal, os índices de colesterol e os níveis de inflamação.
Conclusão: todos ao tomate!


Abraço.
ChefAntónio

Sardinha de conserva na panela de pressão!



Tendo comprado um saco de sardinhas congeladas, no âmbito de uma promoção, lembrei-me de pesquisar na Internet uma forma menos habitual de confecionar este excelente alimento. Entre várias possibilidades, escolhi a proposta do chef brasileiro Taico (veja o vídeo AQUI).

Sardinha de conserva caseira na panela de pressão!
Ingredientes para 4 doses
Modo de preparação
.12 sardinhas arranjadas e sem cabeça

.1 cebola grande fatiada em meias luas
.10 folhas de manjericão
.200 ml de azeite virgem
.150 ml de vinagre de vinho branco
.150 ml de água
.1 dente de alho partido ao meio
.pimenta preta moída no momento
.1 colher de café bem cheia de sal
1. Ponha a cebola no fundo da panela e disponha em cima a sardinhas.
2. Junte o sal, a pimenta, o manjericão, o azeite, o vinagre, a água e o dente de alho.
3. Tape a panela e ponha o lume no máximo.
4. Quando começar a soprar, baixe o lume e conte 40 minutos.
5. Passado o tempo, desligue o lume e deixe arrefecer naturalmente sem abrir a tampa (o que demorará cerca de hora e meia).
6. Quando a panela estiver bem fria, sirva as sardinhas com batatas cozidas com a casca (regadas com o molho da conserva) e uma salada.

Segui fielmente a receita (apenas com um ou outro ajustamento). Como o chef explica no vídeo, os 40 minutos de cozedura amolecem as espinhas (como nas conservas), tornando mais cómodo o momento de comer as sardinhas. O arrefecimento dentro da panela fechada mantém a estrutura do peixe, que fica rijinho e muito saboroso.
A receita é fácil (o mais “difícil” é arranjar as sardinhas), económica e muito saudável.
Abraço e bom apetite!
ChefAntónio