28/02/17

Caldo de espargos c/ coentros e presunto!


Com a chuva caída há uma semana, seguida de uma subida da temperatura, a floresta que há junto à minha horta encheu-se de plantas e rebentos tenros, entre eles os espargos que costumo colher.

Para variar, confecionei hoje um caldo de espargos muito saboroso. Com o marcante sabor dos espargos, não foi necessário juntar batata. Apenas cebolas e alhos. 
A associação entre os espargos e o presunto resultou em cheio! Se não abdica de um prato 100% vegetariano, pode retirar o presunto, mas não é a mesma coisa…

Ingredientes para 4 doses:
.160 g de espargos frescos (selvagens ou cultivados);
.2 cebolas médias (picadas);
.3 dentes de alho (picados);
.4 colheres de sopa coentros picados;

.2 colheres de sopa de presunto cortados em tiras finas;
.4 colheres de sopa de azeite virgem;
.cominhos moídos e pimenta-preta moída no momento (1 colher de café de cada);
.1 colher de chá de sal
.1 l de água;
.fatias finas de pão caseiro torradas.

Preparação:
1. Deixe as cebolas e os alhos estufarem no azeite em lume médio durante 3 minutos, mexendo de vez em quando.
2. Junte os espargos picados, mexa e deixe apurar mais 2 minutos. 
Nota: Guarde alguns espargos (duas colheres de sopa) para juntar no final.
3. Junte a água (a ferver), os cominhos, a pimenta e o sal e deixe cozer durante 20 minutos.
4. Triture o preparado e junte os coentros e alguns espargos picados.
5. Passados 3 minutos, desligue o lume e deixe repousar 5 minutos.
6. Sirva com coentros picados, as tiras de presunto e pedacinhos de pão torrado.

Bom apetite!
ChefAntónio

17/02/17

Dia Mundial do Gato: porque é que os bichanos não gostam de banhos?


O seu gato até pode gostar de brincar com a água que tem na taça ou beber da torneira, mas tem razões para não gostar de banhos.

Hoje, 17 de fevereiro, assinala-se o Dia Mundial do Gato – animal que também tem um Dia Internacional celebrado a 8 de agosto – e aproveitamos para esclarecer porque é que a maior parte dos gatos parece não gostar muito de água e especialmente de banhos.
Muitos gatos são fascinados pela água e podem até gostar de mergulhar as patas na banheira ou meter as cabeças debaixo da torneira para beber. Determinadas raças de gatos domésticos até gostam de nadar.
No entanto, mesmo que consigam nadar tão bem como os cães, os gatos provavelmente não terão interesse em nadar ou tomar banho. Mas porquê?
O site Mother Nature Network conta que os cientistas e especialistas em comportamento acreditam que há várias razões para esta relação complicada que os gatos têm com a água.
A primeira é a evolução. Os gatos domésticos descendem dos gatos arábes selvagens, que viviam em regiões secas onde praticamente não podiam ou precisavam de nadar. Por isso os gatos nunca aprenderam a nadar nem têm necessidade de o fazer.
Os felinos também estão sempre à procura de potenciais perigos e querem permanecer em boa forma no caso de terem de lutar ou fugir. No entanto, quando o seu pelo fica molhado, o animal fica mais pesado e isso compromete a sua agilidade e torna-o vulnerável a ataques.
A ocorrência de más experiências (ou a falta de experiência) é outra razão para os gatos não gostarem de água. Se o gato já foi obrigado a tomar banho e até de uma forma agressiva, é normal que não seja grande fã.
Além disso a água bloqueia a sua libertação de feromonas e os pelos demoram muito tempo a secar, tornando a experiência do banho ainda mais desagradável.
Como os gatos são criaturas de hábitos e não gostam de surpresas, a melhor forma de habituá-los ao banho e dar-lhe banhos calmos de água morna desde bebé.

07/02/17

Arroz de talos tenros de couve-chinesa c/ coentros!


Depois de várias tentativas, tenho este ano excelentes couves-chinesas numa das minhas estufas artesanais. 

Nem pesticidas nem adubos. Apenas terra enriquecida com o estrume das capoeiras e paciência para ir controlando os caracóis e lesmas que não resistem ao petisco e insistem em meter o dente nas folhas tenras…
Uma caracoleta juvenil apanhada em flagrante a passar gulosamente de uma couve para outra!

O arroz fica cremoso e muito suave. Os coentros espevitam-no e deixam-no no ponto para as papilas gustativas já impacientes.
Pode substituir a couve-chinesa por repolho, mas não é a mesma coisa…

Ingredientes (5 a 6 doses):
.1 couve-chinesa (os talos e a parte interior mais tenra)

.1 copo de arroz (cerca de 250 g)
.água (o triplo do volume do arroz)
.1 colher de chá de pimenta-preta moída no momento
.1 colher de chá de sal
.1 pitada de cominhos em pó
.3 dentes de alho reduzidos a puré
.3 colheres de sopa de azeite
.coentros picados (4 colheres de sopa)

Preparação:
1. Num tacho antiaderente, deixe a o alho estufar no azeite durante um minuto, em lume médio, mexendo para misturar bem os sabores.
2. Junte a couve-chinesa cortada finamente e deixe apurar mais três minutos.

3. Acrescente o arroz, a água (a ferver), o sal, a pimenta e os cominhos.
4. Quando recomeçar a ferver, conte 12 minutos em lume baixo e mexa de vez em quando.
5. Passado o tempo previsto, junte os coentros, verifique o sal e deixe cozer mais 1 minuto.
6. Desligue e deixe repousar 5 minutos com o tacho tapado.
7. Está pronto o seu arroz!
Sugestão: Vai bem com grelhados, fritadas ou assados (de carne ou peixe) ou simplesmente com um ovo mexido ou estrelado em azeite.

Bom apetite.

ChefAntónio

22/01/17

A Europa a abrir a boca de espanto com a música portuguesa!

Onde estavam escondidos que nunca demos por vocês? Era a interrogação dos profissionais da música europeus quando via ao vivo, no Eurosonic, na Holanda, Marta Ren, The Gift, Gisela João, Throes + The Shine, Best Youth ou DJ Ride. A operação superou expectativas, mas é apenas o princípio.

VÍTOR BELANCIANO em Groningen, 19 de Janeiro de 2017

A Europa profissional da música, e as cerca de 40 mil pessoas que ocorreram às dezenas de concertos que aconteceram diariamente em mais de 40 salas, tomaram o pulso à diversidade e qualidade da música actual feita em Portugal BART HEEMSKERK

Não vale a pena romantizar. Portugal é uma realidade comercial pequena. O mercado é exíguo. Para um músico poder viver apenas da música ou tem de ter grande abrangência, muitas vezes acabando por condescender com a sua arte, ou então desdobrar-se por diversos mercados, por mínimos que sejam. Não é apenas uma questão de qualidade ou de persistência. É de contexto.

Mas mesmo que assim não fosse procurar novos espaços de exposição, mais do que imperativo, é a condição natural dos dias de hoje. Já não é uma questão de se ser competitivo, mas de criar o mínimo de condições possíveis para sustentar um percurso.

No edifício multiusos Oosterport JORN BAARS

Claro que existiram casos de exportação no passado e outros se têm afirmado nos últimos anos (Madredeus, Mariza, Mísia, Ana Moura, Buraka Som Sistema, Moonspell, Legendary Tigerman, António Zambujo, Dead Combo, Rodrigo Leão, The Gift, Moullinex, Batida, Príncipe DJs, Paus, entre outros), com graus variáveis de consistência, mas essas são algumas excepções que confirmam o desconhecimento que ainda persiste no exterior sobre o que se vai fazendo em Portugal.

Daí que o facto de Portugal ter sido o país em destaque no último Eurosonic, a feira que é conferência e também festival, uma das montras mais credíveis que os profissionais da música na Europa têm à sua disposição, tenha sido tão relevante. O evento que aconteceu de 11 a 14 de Janeiro, em Groningen, Holanda, recebeu 23 grupos e artistas portugueses e quase 100 profissionais, entre promotores, agentes, managers, produtores ou editores.

Pela primeira vez a Europa profissional da música, e as cerca de 40 mil pessoas que ocorreram às dezenas de concertos que aconteceram diariamente em mais de 40 salas, tomaram o pulso à diversidade e qualidade da música actual feita em Portugal, numa estratégia concertada desenvolvida por uma estrutura orientadora, a Why Portugal, que se tem vindo a assumir como plataforma para a internacionalização da música portuguesa.

Showcase dos Best Youth JORN BAARS

O efeito foi de surpresa. Foi como se a Europa tivesse tido contacto com uma realidade que lhe era desconhecida. O luso-francês Fernando Ladeiro-Marques, director do evento francês MaMA, dizia-nos que há muita qualidade em Portugal, mas visto de fora “é como se a música portuguesa não existisse” e Ed Rocha Gonçalves dos Best Youth sintetiza o sentimento geral acerca de como é percepcionada a música portuguesa na actualidade.

“A pergunta que invariavelmente nos fizeram em todas as entrevistas que demos foi: mas porque é que só agora estamos a conhecer esta música? Ou seja, porque é que só agora estamos a constatar que existe tão boa música em Portugal para lá do fado?” 

Há quem sustente que uma representação colectiva não constitui uma mais-valia, com o argumento que dispersa. Não foi isso que se sentiu. Pelo contrário, fica-se com a ideia que no caso de um país periférico e pequeno como o português, dar uma imagem de conjunto é essencial para se fazer notar. Independentemente das possibilidades de comunicação abertas pela internet estar neste tipo de acontecimentos é importante. John Gonçalves, um dos músicos e também manager dos The Gift, um dos grupos que mais tem lutado pela exportação nos últimos vinte anos, sabe-o bem. Em alguns momentos, diz ele, no edifício multiusos Oosterport, onde os profissionais se encontraram, reuniram, negociaram ou conferenciaram, “olhava à volta e parecia que era um sonho, com tanta gente portuguesa, no espaço lounge do AICEP, nas conferências, as bandas a tocar, a indústria o dia inteiro a operar.”


Espectáculo de Gisela João JORN BAARS

Para ele, que já percorreu as mais importantes feiras do mundo – da Popkomm de Berlim ao South By Southwest de Austin – solitariamente com os Gift, o que aconteceu foi “inacreditável”. Em todos os acontecimentos onde esteve com os Gift, diz ele, “era complicado darmo-nos a conhecer. Por mais que se tente, se faça um bom trabalho, se toque ou se faça contactos, és sempre apenas mais um no meio de mil.” Nas reuniões onde participou ao longo dos anos defendeu sempre “que era preciso a indústria organizar-se e fico contente que se tenha conseguido agregar agentes, managers, artistas, editoras e uma série de entidades.”

Na sua visão o que aconteceu não é o fim, mas o princípio de algo. Em 1990 quando o organismo estatal francês Bureau de Export lançou o seu trabalho, só dez anos depois fez um relatório de balanço, recorda. “Desta primeira pedra que foi o Eurosonic, e se existir um trabalho continuado, penso o mesmo: daqui a dez anos faremos contas e tenho a certeza que os miúdos que agora têm 20 anos olharão para a sua actividade de outra forma”, afirma. 

Grupos como os The Gift até fazem parte do circuito dos festivais e das câmaras municipais – “não nos queixamos”, assume John Gonçalves – mas essa não é uma realidade para todos. Um exemplo: os Memória de Peixe. Deram um excelente concerto, num pequeno clube em Groningen, mas a sua música em Portugal nunca fará parte desse roteiro. “É por isso que têm de ir lá para fora”, diz John Gonçalves, “conquistando o seu espaço e os diversos nichos. Temos de dar oportunidade a toda a gente criativa que aí anda para saírem porque talento existe.”


Os Memória de Peixe num clube em Gronigen JORN BAARS

Uma coisa é certa. Foi transmitida uma imagem do país que não existia. “As pessoas perceberam que existe uma realidade heterógenea, da Gisela João ao DJ Ride, para já não falar dos que não vieram, do David Fonseca à Rita Redshoes ou ao Tigerman, que poderiam ter estado. Mas é importante perceber que aquilo que aconteceu não é positivo apenas para os que foram, como também o é para os que não foram.” Como dizia Márcio Laranjeira, da editora Lovers & Lollypops, numa das conferências sobre Portugal, “tudo ajuda a criar curiosidade sobre a música de um dado país. Não é apenas a música, é toda a vida cultural, ou os acontecimentos e aquilo que as pessoas sabem desse país.”

Talento existe. Nisso há consenso. “Muito mais do que em países de maior dimensão”, diz o conhecedor Fernando Ladeiro-Marques. Público interessado também. Viu-se isso na forma entusiasta como se relacionou com a soul-funk de Marta Ren & The Groovelvets, o fado de Gisela João, a pop orquestral de Rodrigo Leão na companhia de Scott Matthews, o rock segundo os Glockenwise, o experimentalismo dos Memória de Peixe, a delicadeza do homem-orquestra Noiserv ou dos First Breath After Coma, ou com as novas linguagens afro-portuguesas dos dançantes Batida, Throes + The Shine, Octa Push ou DJ Firmeza.

Estiveram presentes consagrados, como os The Gift, mas em fase de relançamento com novo álbum a editar em Abril, e mais novatos nestas andanças como os Happy Mess, Holy Nothing, :Papercutz, We Bless This Mess ou os Best Youth. O concerto inicial dos Gift nem correu especialmente bem por questões técnicas, assume John Gonçalves, “mas depois fizemos uns cinco showcases e um especial para a Arte TV o que foi reparador e conseguimos cumprir com os nossos dois objectivos.” Comunicar ao público, imprensa, promotores e nas reuniões de trabalho que têm novo álbum, com Brian Eno. E também conseguir acordos com alguns agentes de concertos. “E isso foi conseguido porque fechámos um acordo importante com uma grande agência na Alemanha, e nas próximas semanas vamos tentar o mesmo para Inglaterra.”


Concerto de Marta Ren & The Groovelvets BART HEEMSKERK

Saldo positivo é também o veredicto dos Best Youth. “Não sabíamos com o que contar”, assume Ed Rocha Gonçalves, “mas ficamos logo contentes com a proposta de tocarmos duas vezes e a partir do momento em que fomos anunciados recebemos convites para fazer coisas lá – o concerto no clube Vera foi filmado, um dia antes tocámos para o Arte TV e ainda fizemos um showcase acústico pelo meio. O concerto no Vera estava quase cheio às 20h da noite o que é raro segundo nos disseram e tivemos muitos contactos com produtoras, agências e jornalistas.”

Ainda é cedo para fazer um balanço definitivo sobre o que aconteceu mas, para já, Nuno Saraiva, da Why Portugal, avança que na reunião dos 104 festivais que fazem parte da rede europeia ETEP (European Talent Exchange Programme), que decorreu no último sábado, e durante a qual os promotores relatam as intenções de programação, surgiram logo três nomes nas listas principais: Noiserv, DJ Ride e Throes + The Shine. Também acordos de agenciamento foram estabelecidos, como aconteceu com os The Gift, ou com os Happy Mess e We Bless This Mess, com a Boomerang booking, para o mercado holandês. “Mas nos próximos meses vai haver novos desenvolvimentos, com agências e festivais a pegarem em diversos projectos”, garante Nuno Saraiva, “até porque em Março vai haver também o South By Southwest, para onde foram convidados seis ou sete artistas, numa expressão de toda esta estratégia, sendo o nosso desafio compor uma missão até lá, angariando os apoios necessários.”

Nos meses de preparação do Eurosonic, a Why Portugal conseguiu reunir apoios tanto do ministério da cultura, através da DGArtes, “nomeadamente para as viagens dos artistas – pelo menos os primeiros dez confirmados”, diz Nuno Saraiva, “e também envolver o AICEP, a Audiogest e a GDA.” Agora, afirma John Gonçalves, “é importante que as associações e entidades como a SPA, DGA ou Audiogest entendam que isto não pode acabar. Não estamos a falar de pagar a artistas ou técnicos, mas de apoios partilhados ao investimento nas logísticas, por exemplo.”

Se isso acontecer, daqui a alguns anos, vamos olhar para trás e perceber que aquilo que aconteceu no Eurosonic foi um momento decisivo para a afirmação no mundo da música feita em Portugal.

07/01/17

Esta é a receita saudável mais partilhada da net em 2016!


A receita saudável mais partilhada de 2016 no Pinterest tem frango e abacate como ingredientes principais e é muito saborosa. Foi criada por Layla Atik, a responsável pelo blogue ‘Gimme Delicious’ (‘Dá-me Comida Deliciosa’, em português), e leva também coentros e queijo, tudo envolto em tortilhas mexicanas.
E há dois pormenores que vão deixá-la ainda com mais água na boca antes de fazer a receita: demora apenas 10 minutos a preparar e têm só 315 calorias por porção. Vai querer fazê-la já esta noite, certo? Confira a receita abaixo.

Ingredientes:
.2 chávenas de frango cozido desfiado
.1/2 chávena de queijo ralado
.1 abacate picado
.2 colheres de sopa de coentros picados
.4 tortilhas mexicanas grandes
.1 colher de sopa de óleo

Preparação:
1. Misture o frango desfiado, o queijo, os coentros e os abacates em cubos.
2. Coloque uma tortilha mexicana aberta num prato e adicione 1/4 da mistura anterior. Depois enrole para formar um rolo. Repita o processo para as restantes tortilhas.
3. Despeje uma colher de sopa de óleo numa panela aquecida. Coloque todas as tortilhas na panela e cozinhe durante dois minutos em lume médio-alto. De seguida, vire as tortilhas e deixe cozinhar mais uns minutos. Sirva quente.
Se fizer em grandes quantidades, as tortilhas podem ser congeladas até três meses, para comer mais tarde.

Bom apetite!

ChefAntónio

02/01/17

Música guineense 1: José Carlos Schwartz (Estin)

Filho de mãe guineense e pai alemão, José Carlos Schwarz nasceu em Bissau a 6 de Dezembro de 1949. Estudou em Bissau e Dakar. Preso político, foi deportado para a Ilha das Galinhas. Após a independência foi diretor do Departamento de Arte e Cultura do Comissariado da Juventude e Desportos e encarregado de negócios da Guiné-Bissau em Cuba. Poeta, músico, compositor e intérprete, participou nas antologias de poesia guineense "Mantenhas para quem luta" e "Momentos primeiros de construção".
Pioneiro da música moderna guineense, continua, ainda hoje, a ser fonte de inspiração, sobretudo pelas músicas de intervenção que nos deixou como legado, ele que nunca foi ou ficou indiferente à situação na Guiné-Bissau quer no período colonial quer no pós-independência.
Escreveu em português e francês, porém cantava em crioulo. Em 1970, ele formou o "Cobiana Djazz", banda formada por um grupo de amigos.
Um exemplo de cidadania, uma referência do orgulho nacional que desapareceu, fisicamente, muito jovem, tinha apenas 27 anos de idade, num acidente de aviação em Cuba, a 27 de Maio de 1977.
http://www.didinho.org/Arquivo/MEMORAVELJOSECARLOSSCHWARZ.htm
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_africana/guine_bissau/carlos_schwartz.html


José Carlos Schwarz
Estin

Estin muri sinku ora di parmanha
Estin muri sinku ora di parmanha
Estin era nha kamarada na tudu manha
Estin era nha kamarada na tudu manha

Oh, Estin bo disan tchora, Estin
Oh, Estin bo disan tchora, Estin

A-nos ki lanta djuntu, a-nos ki brinka djuntu
A-nos ki lanta djuntu, a-nos ki brinka djuntu

Oh, Estin bo disan tchora, Estin
Oh, Estin bo disan tchora, Estin



Sinku ora di parmanha i dita pa sempri
Sinku ora di parmanha i dita pa sempri
Udju fitcha pa sempre, boka fitcha pa sempri
I kursadu mon pa sempri
disna di ki sinku ora di parmanhan



Oh, Estin bo disan tchora, Estin
Oh, Estin bo disan tchora, Estin

Amanha si kontra me kuma Deus ten, oi
Amanha si kontra me kuma Deus ten, oi
Pa i diskansan di n ba ta tchora Estin
Pa i diskansan di n ba ta tchora Estin

Oh, Estin bo disan tchora, Estin
Oh, Estin bo disan tchora, Estin

Amanha si kontra djitu bin ka ten, oi
Amanha si kontra djitu bin ka ten, oi
Pa i djudan lembra di ki sinku ora
Pa i djudan lembra di ki sinku ora

Oh, Estin bo disan tchora, Estin
Oh, Estin bo disan tchora, Estin

Estin oi, Estin oi, Estin oi
bo disan tchora, Estin...
Ele(*)

Ele morreu às cinco horas da manhã
Ele morreu às cinco horas da manhã
Ele era o meu companheiro de todos os dias
Ele era o meu companheiro de todos os dias

Ah! Deixem-me chorá-lo!
Ah! Deixem-me chorá-lo!

Crescemos juntos, brincamos juntos
Crescemos juntos, brincamos juntos

Ah! Deixem-me chorá-lo!
Ah! Deixem-me chorá-lo!



Às 5 horas da manhã ele ficou inerte para sempre
Às 5 horas da manhã ele ficou inerte para sempre
Seus olhos e sua boca fecharam-se para sempre
Cruzaram-lhe as mãos para sempre
desde aquelas cinco horas da manhã

Ah! Deixem-me chorá-lo!
Ah! Deixem-me chorá-lo!

Amanhã, se é verdade mesmo que Deus existe
Amanhã, se é verdade mesmo que Deus existe
Que me tire desse mundo
Que eu não chore mais por esse alguém!

Ah! Deixem-me chorá-lo!
Ah! Deixem-me chorá-lo!

Amanhã, se é verdade,
quando nada mais me restar
Que Deus me ajude a não esquecer
daquelas cinco horas da manhã

Ah! Deixem-me chorá-lo!
Ah! Deixem-me chorá-lo!

Ah! Deixem-me chorá-lo!
Ah! Deixem-me chorá-lo!

* Diz-se "estin" em crioulo de alguém de quem não se lembra o nome, um fulano.
Fonte: http://lyricstranslate.com/en/estin-ele.html

Abraço.
ProfAntónio
Imagem encontrada AQUI.

01/01/17

Lema para o novo ano: Life is good!


Não raramente, em janeiro, fazem-se listas de resoluções a aplicar ao longo do novo ano. 
Ontem, num canal de cabo, vi a história de dois jovens americanos que se lançaram num negócio de t-shirts. A coisa não correu bem. Quando se preparavam para desistir, um deles lembrou-se de um hábito que a sua mãe tinha. À noite, a hora do jantar, todos os membros da família tinham de apresentar em voz alta uma coisa boa do dia. Segundo ele, aqueles relatos aumentavam a comunicação e a boa disposição de todos.
Resolveram aplicar o mesmo princípio ao negócio e, depois de analisaram várias hipóteses, optaram pela frase “Life is good” e colocaram-na nas t-shirts.
Tudo mudou e o sucesso da iniciativa foi imediato. O negócio expandiu-se e assim continua.
Porque não seguir o exemplo e descobrir e valorizar pequenas coisas que nos escapam na azáfama de cada que passa? Dirão alguns que isso não vai alterar a realidade…

Uma atitude mais positiva perante a vida mal não fará e até pode mudar-nos para melhor. Não são os nossos comportamentos baseados mais na interpretação que fazemos da realidade do que na realidade em si?

Bom ano para todos!

Abraço.
Imagens encontradas AQUI e AQUI.