Atividades finais da excursão feita de jipe em 24/1/2016
Praia Abade: muito mais do que uma praia, uma comunidade!
Depois da visita, rica em detalhes, à roça Sundy,
seguiu-se o almoço (incluído no pacote) em Santo António, capital da ilha do
Príncipe, considerada a mais pequena cidade do mundo. Junto à baía, no “Passô”,
um pequeno restaurante, um menu que não dececionou: a abrir,
uma bela sopa de feijão branco c/ massa e hortaliça; a seguir, uma fresquíssima
posta de corvina grelhada c/ molho ligeiramente picante; como sobremesa, ananás
do Príncipe (também lhe chamam abacaxi): doce, macio, suculento e perfumado.
Refeição regada com uma garrafa de água da marca… Serra da Estrela!
O acompanhamento tradicional: banana-pão frita!
Retemperadas as forças, circulámos por algumas
ruas da cidade (onde voltámos no dia seguinte) e partimos para a praia
Abade.
Esta praia alberga uma grande comunidade piscatória,
que começa na praia e se prolonga pela ilha dentro. É uma das maiores
comunidades piscatórias das ilhas. Pelo que me disseram e pelo que pude
observar, é uma comunidade muito pobre. É possível observar as tradicionais casas
de madeira, a construção de barcos e pirogas e os métodos de salga e secagem de
peixe.
Concentradas na baía, as árvores, em bicos de pés,
debruçam-se sobre as águas cristalinas para verem os peixes…
Depois de um mês de trabalho, o tronco que já foi árvore (a ocá) é agora piroga que anseia deslizar nas águas transparentes do Atlântico. Compreende-se a impaciência. A esperança de vida no mar será de dois a três anos...
Um engenhoso secador de peixe. O plástico em baixo cria um efeito de estufa que potencia a energia solar. A rede mosquiteira, na parte de cima, regula a temperatura, evitando a concentração de humidade, e impede as moscas de entrarem. Vou aproveitar a ideia para as minhas secagens de tomate e de abrunhos no próximo verão.
A última paragem do dia foi no miradouro Nova
Estrela, na roça com o mesmo nome. A 305 metros de altitude e não muito longe
da costa, este é um local de observação privilegiado. Em primeiro plano, a
vegetação abundante e diversificada; ao fundo, o mar com uma surpresa: o ilhéu Boné
do Jóquei (pela forma que tem).
Miradouro Nova Estrela. Assinalado pela seta, o ilhéu Boné de Jóquei (também chamado ilhéu Caroço), que não é habitado.
Regressados ao Resort, pouco faltava para as 17h,
restava pouco tempo de sol. Por estas bandas, seja qual for a época do ano, o
sol deita-se cedo (por volta das 18h) e levanta-se cedíssimo (por volta das
5h).
Na minha praia preferida (lado contrário ao do ilhéu Bom Bom), o negro da lava, que já foi fogo, deixa-se abraçar pelo dourado da areia. Nada melhor para terminar um dia em cheio do que um passeio e um mergulho… e outro… e outro ainda… e mais outro…
Abraço cheio memórias para todos os (ciber)amigos!
António
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